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Empate fora de horas e muito contestado pelos adeptos da casa

Empate fora de horas e muito contestado pelos adeptos da casa

Ferroviários esteve a vencer até aos noventa e quatro minutos

O Grupo Desportivo dos Ferroviários do Entroncamento esteve a vencer até ao quarto minuto, dos sete que o árbitro Rui Mendes deu compensação. Nessa altura o Grupo Desportivo de Samora Correia marcou e empatou o jogo, por isso a contestação ao juiz da partida foi muito intensa no final do jogo.

Edição de 13.11.2008 | Desporto
O empate foi o resultado mais correcto num jogo em que o Samora Correia atacou mais, mostrou melhor futebol, mas esbarrou numa equipa do Entroncamento determinada a mostrar ao seu novo treinador que tem qualidade para chegar aos seus objectivos de manutenção sem grandes sobressaltos.A equipa de Samora Correia, a grande surpresa, pela positiva, do Campeonato da Divisão de Honra, onde ocupa o segundo lugar da geral, foi ao Entroncamento jogar para ganhar e dominou o jogo e criou várias oportunidades de golo. Desperdiçadas pelos seus avançados.A equipa samorense contou também com uma tenaz oposição da equipa da casa, agora comandada por Paulo Costa. O técnico organizou a sua equipa a partir de uma defensiva reforçada, espreitando o contra-ataque e o sistema resultou. Aos 50 minutos na primeira vez que chegou junto da baliza do Samora, Barrela conseguiu fazer o golo do Ferroviários.O jogo ganhou emoção. Os jogadores do Ferroviários reforçaram a defesa, entregaram-se com grande determinação, às vezes ultrapassaram as marcas e o árbitro começou a agir disciplinarmente, e contestação ao seu trabalho foi enorme. Contestação que se acentuou quando, no final dos noventa minutos de jogo, o árbitro assistente mostrou a placa a informar que se iam jogar mais sete minutos de compensação pelo tempo perdido.Os samorenses nunca desistiram de lutar por um resultado melhor, e aos 94 minutos, na marcação de um livre directo, Mourato fez um golo de bandeira e empatou o jogo e logo a seguir Teixeira ficou isolado frente ao guarda-redes do Ferroviários e só não marcou porque rematou de forma deficiente e a bola ainda desviou num defesa da equipa do Entroncamento.O jogo terminou logo a seguir com grande contestação à equipa de arbitragem. Os adeptos do Ferroviários, chegaram mesmo a perder a compostura por completo entrando na ofensa pessoal. Foi pena porque a forma como os jogadores se entregaram à luta, dando o seu melhor na defesa das suas equipas, mereciam mais ser distinguidos, do que afinal o destaque ser dado à contestação ao árbitro.Rui Mendes não esteve ao seu melhor nívelDefender os árbitros também é um dever do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Santarém, e a nomeação de Rui Mendes para este jogo não foi de modo nenhum a melhor forma de o defender.Rui Mendes é, sem dúvida, um dos melhores árbitros a dirigir jogos no distrito de Santarém, mas é funcionário da Câmara Municipal do Entroncamento, por isso exposto às maiores críticas e pressões dos adeptos do Ferroviários. Rui Mendes vive bem com essas pressões, mas se podiam ser evitadas, deviam ser.Os adeptos do Ferroviários contestaram muito. Como trabalha no Entroncamento devia inclinar o campo para o lado da casa. Rui Mendes não o fez. Limitou-se a dirigir o jogo como gosta de o fazer, deixando jogar até ao limite. Mas acabou por cometer alguns pequenos erros, que não lhe são habituais, e principalmente na parte disciplinar beneficiou a equipa do Samora Correia.Contudo, pareceu-nos correcto nos sete minutos que deu de compensação, depois de se encontrarem a vencer, os jogadores do Ferroviários queimaram muito tempo. No livre que deu o golo do empate, foi correcta a sua decisão. Não foi uma grande arbitragem, mas foi apesar de tudo uma actuação positiva.Paulo Costa sucede a Paulo AlvesPaulo Costa, que durante a primeira parte da época passada esteve ao serviço do União Desportiva de Chamusca, foi o técnico escolhido pela direcção do Ferroviários para substituir o treinador Paulo Alves, que se tinha demitido do cargo após o jogo com o União de Tomar.E o novo técnico começou bem. Mostrou que conhecia bem a equipa samorense, e embora com pouco tempo de trabalho, conseguiu moralizar os seus jogadores e organizar a equipa defensivamente, de forma a tirar espaços ao seu forte adversário. O empate até é um bom resultado.No final do jogo, calmo perante o ambiente quente que se fazia sentir, Paulo Costa não enveredou pela mesma forma de contestação, preferiu destacar a postura dos seus jogadores em campo. “Estou muito satisfeito com todos os meus jogadores, com os que jogaram e com os que não jogaram, cumpriram com brilho tudo o que lhes foi pedido durante a semana. Assumimos claramente as nossas características e as do nosso adversário, e empatar o jogo aos 94 minutos é evidente que dói, mas é uma dor que é amenizada pela chama que os jogadores do Ferroviários mostraram estar bem acesa”.“Temos valor e é preciso mentalizar os jogadores para isso, para que continuem a dignificar o seu nome e o do clube. Estamos preparados para isso. Não nos foram feitas quaisquer exigências, mas nós técnicos, jogadores e direcção, temos que continuar motivados para atingir-mos os objectivos da manutenção”, garantiu.Por seu lado, o treinador do Samora Correia, Paulo Eira considerou que apesar de tudo o empate acabou por ser um resultado certo. “Seria uma tremenda injustiça se perdêssemos este jogo, mas também penso que o empate foi um prémio para a forma briosa como os jogadores do Ferroviários se bateram”.
Empate fora de horas e muito contestado pelos adeptos da casa

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