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Estaleiros ilegais e barracas continuam a proliferar junto às Bragadas

Estaleiros ilegais e barracas continuam a proliferar junto às Bragadas

Problema arrasta-se há vários anos na Póvoa de Santa Iria

Uma larga área a nascente das Bragadas, na Póvoa de Santa Iria, continua a ser a casa de inúmeros estaleiros e barracas, mesmo ao lado da auto-estrada. É um cartão de visita pouco apelativo para o concelho.

Edição de 13.11.2008 | Sociedade
O número de barracas e estaleiros ilegais montados numa área a nascente do bairro das Bragadas, na Póvoa de Santa Iria, não pára de aumentar, queixam-se os moradores das imediações. Isto apesar da Câmara Municipal de Vila Franca ter prometido, em Fevereiro de 2007, prestar maior atenção ao problema.Os estaleiros e barracas estão instalados junto à auto-estrada do norte, numa zona integrada na Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI) do Casal da Serra. Os estaleiros guardam de tudo: madeiras, tijolos, montes de cimento, areia e grés. Também se vêem algumas máquinas e outros materiais de construção, tapados com redes verdes presas precariamente ao solo. Os trilhos pelos terrenos denunciam a passagem frequente de camionetas que aqui se vêm abastecer. Também as barracas continuam erguidas no local, com os seus tapumes e pequenas hortas a transmitir um cartão de visita pouco agradável a quem atravessa a Póvoa de Santa Iria.“Isto é uma vergonha, há estaleiros que não param de crescer. Muitos já quase parecem armazéns”, lamenta Pedro Cordeiro, morador das Bragadas. Segundo este morador, chega a haver dias em que se juntam “três a quatro camionetas” para recolher materiais dos vários estaleiros. “E como a vida está difícil para muitos construtores, guardarem os materiais para aqui sem qualquer autorização sai muito mais em conta”, ironiza. Para Patrícia Rodrigues, contabilista, os estaleiros nem são o maior problema. “Para mim a descarga de lixos ainda é o cenário mais dramático. As pessoas não têm civismo, olham para os estaleiros e pensam logo que podem despejar entulhos para aquele local. A câmara devia meter mão nisto”, sugere a nossa interlocutora. Também as barracas são alvo de críticas por parte de quem ali mora.“Tenho um terreno ao pé da auto-estrada e deixei de lá ir porque tenho medo. Tenho de passar por várias barracas para lá chegar e é um perigo. Têm cães à solta e ocupam os terrenos das outras pessoas”, afirma a O MIRANTE um popular que preferiu manter o anonimato. “Já andaram aqui aos tiros por causa dos estaleiros, não me quero meter nesse assunto”, alerta.A câmara esclarece que a área destina-se, no âmbito do estudo de reconversão daquela AUGI, a zona verde, “a executar depois de concluído o estudo de loteamento e de o submeter a inquérito público para aprovação final”. A autarquia confirma a ocupação ilegal e admite que não tem sido possível à fiscalização municipal proceder à identificação dos proprietários e utilizadores do espaço.“Com a aprovação do estudo de loteamento, a câmara municipal passará a dispor dos instrumentos legais necessários para proceder de imediato à demolição e limpeza na zona”, conclui o gabinete de imprensa.
Estaleiros ilegais e barracas continuam a proliferar junto às Bragadas

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