uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Atraso do QREN obriga Entroncamento a pedir empréstimo

Presidente da Câmara recusa adiar obras decididas por unanimidade

O atraso na decisão sobre candidaturas a fundos comunitários está criar dificuldades à câmara do Entroncamento mas o presidente, Jaime Ramos (PSD) não vai seguir a sugestão da oposição de ficar à espera do dinheiro.

A câmara do Entroncamento vai contrair um empréstimo de dois milhões e oitocentos e cinquenta e cinco mil euros (2.855.000,00Euros) pelo prazo de 20 anos, para fazer face a encargos com obras que estão em execução. A decisão de recorrer à banca foi tomada na segunda-feira, dia 17, por maioria (4 votos do PSD contra 2 do PS e 1 do BE).Na fundamentação da proposta de recurso ao empréstimo é explicado que tal acontece porque os efeitos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) “nos financiamentos de projectos autárquicos foram insignificantes”, apesar do mesmo ter entrado em vigor em 2007.É também explicado que a câmara aprovou e pôs em andamento um conjunto de projectos porque tinha uma disponibilidade financeira para as mesmas de três milhões de contos, resultantes da venda de terrenos. Essa quantia, juntamente com a perspectiva de comparticipações comunitárias entre 50 e 75 por cento, era garantia de financiamento suficiente.Alexandre Zagalo e Luís Antunes do PS defenderam que a câmara deveria esperar pela aprovação de candidaturas feitas no âmbito do QREN e que a contracção do empréstimo era “irresponsável” uma vez que actualmente o município está a pagar um conjunto de dezena e meio de empréstimos a longo prazo. Carlos Matias do BE, defendeu igualmente a realização das obras na altura em que houvesse dinheiro de Fundos Comunitários e associou a pressa da maioria PSD em fazer as obras com o facto de 2009 ser ano de eleições autárquicas. O autarca da oposição chamou a atenção para o facto de os encargos de tesouraria com mais este empréstimo irem crescer 18 por cento no período de carência (de 72.663 euros para 85.163 Euros) e 31 por cento após o período de carência. “É o próprio Director do Departamento Financeiro que alerta para o facto de tal situação exigir ‘uma redução de despesas noutras áreas visto que a tendência das receitas municipais não é para aumentos desta ordem de grandeza”. O Presidente da Câmara, Jaime Ramos (PSD) lembrou que é impossível parar obras que estão em execução e recordou que todas as decisões relativas ao lançamento das mesmas foram tomadas por unanimidade no seio do executivo municipal.“Endividar é as pessoas pedirem sem poder pagar. É as pessoas gastarem no nada. Este dinheiro é para obras que todos consideramos essenciais e que todos aprovámos sem reservas. O que se está a passar com o QREN é vergonhoso e escandaliza – estou a utilizar uma expressão do senhor vereador Alexandre Zagalo (PS) – mas ninguém poderá dizer, como no passado, que a câmara do Entroncamento perdeu mais uma oportunidade de fazer o que tinha que ser feito”.Jaime Ramos recusou a sugestão feita pelos eleitos da oposição para que as obras fossem adiadas. “Os senhores dizem-me para esperar mas a minha política não é essa. Esperar não é solução. Primeiro disseram que as obras eram importantes. Agora que se estão a fazer dizem para as parar?”

Mais Notícias

    A carregar...