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António Ganhão pede audiência à ministra da Saúde para contestar instalação de urgência em Coruche

António Ganhão pede audiência à ministra da Saúde para contestar instalação de urgência em Coruche

Autarca de Benavente diz que foi uma escolha política para beneficiar um concelho socialista

Presidente da ARS diz que Coruche é a melhor localização para servir os três concelhos e que a decisão teve em conta vários factores.

Edição de 04.12.2008 | Sociedade
O presidente da Câmara Municipal de Benavente, António José Ganhão (CDU), contesta o facto de o Serviço de Urgência Básica (SUB) ser instalado em Coruche no final do primeiro semestre de 2009. O autarca considera que a unidade não vai servir a população do seu concelho que, por uma questão de tempo, irá continuar a utilizar o hospital de Vila Franca de Xira. António Ganhão não aceita o encerramento do Serviço de Atendimento Complementar que funciona no Centro de Saúde de Benavente até à construção do novo hospital de Vila Franca de Xira.Para vincar a contestação solicitou uma audiência à ministra da Saúde, Ana Jorge, “já que o presidente da ARSLVT se recusa a agendar uma reunião”. O novo responsável da saúde na região, Rui Portugal anunciou a escolha de Coruche sem ouvir os autarcas de Benavente e Salvaterra de Magos.“Quem decidiu fazer esta mudança revela que não conhece os concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos nem de Coruche e não percebe nada de saúde”, referiu o autarca.No dia 10 de Novembro, o edil de Benavente pediu uma reunião de urgência com o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), “para tratar do assunto relativo à localização do SUB em Coruche”.Como não recebeu nenhuma resposta, António José Ganhão decidiu enviar um outro ofício no dia 18 de Novembro, onde afirmava que a decisão de mudar o SUB para Coruche “colide com compromissos assumidos anteriormente pelo Governo”.Em declarações a O MIRANTE, Ganhão disse que a decisão “é absurda e irracional” e garantiu tudo fazer para provar que Coruche é uma má opção.“Gostava de explicar ao novo presidente da ARSLVT, Rui Portugal, que a ex-Secretária de Estado, Cármen Pignatelli e o ex-presidente António Branco tinham assumido outros compromissos”, afirmou.António José Ganhão, considera que as mais de 50 mil pessoas que vivem no eixo urbano Salvaterra de Magos, Benavente, Samora Correia e Porto Alto, “merecem ter conhecimento detalhado das implicações que esta mudança vai provocar”.O assessor de imprensa da ARSLVT, Pedro Santos, garantiu que o novo presidente ainda não recebeu o autarca de Benavente “devido a incompatibilidades de agenda, mas essa reunião deverá acontecer muito em breve”. À hora do fecho desta edição, estava agendada a audiência para quarta-feira, dia 3 de Dezembro.Sobre a mudança do Serviço de Urgência Básica para Coruche, o presidente da ARSLVT, Rui Portugal, explica que “essa decisão teve em conta a densidade populacional, as acessibilidades, localização de outros serviços de saúde, caracterização demográfica, entre outros”.O responsável defende que a instalação do SUB em Coruche é a melhor solução porque vai servir todas as populações” dos concelhos de Benavente, Salvaterra e Coruche.António José Ganhão refere o contrário e acrescenta que “tirar o SUB de Benavente é a pior das decisões. Trata-se de uma decisão política apenas para servir um concelho que é socialista”.Segundo o edil, na opinião dos Bombeiros Voluntários de Benavente e Salvaterra de Magos, “quando essa mudança ocorrer vão surgir diversos problemas que explicam por si só como esta decisão foi errada”. António Ganhão não está só nesta contestação porque a câmara de Salvaterra de Magos também é contra a localização da unidade em Coruche. O município defendeu a construção em Foros de Salvaterra, próximo do nó de acesso à A13.O novo serviço de urgência a instalar no espaço do centro de saúde vai dispor de dois médicos, dois enfermeiros e um técnico de radiologia em serviço permanente.Para o presidente da Câmara Municipal de Coruche, Dionísio Mendes, “esta decisão é a mais acertada e aquela que melhor vai servir as populações”.O autarca socialista congratula-se com a decisão “sensata” da ARS. “Valeu a pena lembrar aos decisores a enorme dimensão do nosso concelho, explicar-lhes que temos um povoamento muito disperso e que a distância até ao hospital de Santarém ainda é considerável”, concluiu Dionísio Mendes.
António Ganhão pede audiência à ministra da Saúde para contestar instalação de urgência em Coruche

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