
Câmara de Tomar aprova orçamento com muitas críticas da oposição
“O maior orçamento dos últimos 30 anos” aposta na educação e no turismo
A oposição votou contra, considerando o orçamento despesista e empolado no lado das receitas.
O orçamento da Câmara Municipal de Tomar para 2009, prevendo um investimento global de 57 milhões de euros, foi aprovado na semana passada pela maioria PSD tendo a oposição votado contra. Para o presidente da autarquia, Corvêlo de Sousa (PSD), as obras contempladas no orçamento representarão "uma viragem fundamental nas áreas da Educação e do Turismo" e uma aposta também nas acessibilidades, todas com projectos candidatados, e alguns já aprovados, ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).Além dos centros escolares, com duas candidaturas já aprovadas, Corvêlo de Sousa refere a intervenção na estrada nacional 110 (ligação de Tomar aos nós do IC9 na Venda Nova e do IC3 no Moinho Novo) e o projecto, liderado por Tomar, que visa estabelecer o percurso turístico que liga as cidades com património mundial (Lisboa, Tomar, Alcobaça e Batalha). O Plano e o Orçamento para 2009 contemplam também o projecto que visa estabelecer uma ligação da cidade ao Convento de Cristo, incentivando os que visitam o monumento a descerem ao centro histórico.Os vereadores independentes votaram contra e criticaram o aumento das despesas correntes em 68,4 por cento face a 2007 e o aumento das despesas com pessoal em 45 por cento, considerando ainda que a previsão de receitas encontra-se inflacionada e vai implicar uma fraca execução orçamental em 2009. Como aliás dizem ter acontecido nos anos anteriores. Classificando o orçamento para 2009 como “irrealista e de sobremaneira eleitoralista”, Pedro Marques e Rosa Dias alegam que “a concretização de despesas sem a correspondente receita efectiva só contribuirá para agravar a já incomportável situação financeira do município”. Na sua declaração de voto dizem ainda não vislumbrar medidas de incentivo à actividade económica e ao turismo, bem como de captação de investimento e atracção de população, entre muitas outras críticas.Já o vereador socialista justificou o seu voto contra "o maior orçamento dos últimos 30 anos" (mais 23 por cento que o de 2008) por "crescer" essencialmente à custa dos investimentos nos centros escolares (mais 9 milhões) e na recuperação da Mata dos Sete Montes e envolvente do Convento de Cristo (mais 3 milhões). O PS acusa a maioria social-democrata de "revolver constantemente a parte central da cidade, onde as obras adquirem maior visibilidade", sem contribuir "para o desenvolvimento da qualidade de vida dos tomarenses". Lamenta ainda que, apesar de ter sido recebido e de ter apresentado contributos, "nem um tenha sido introduzido no Plano de Investimentos" da autarquia, pelo que, conclui, o PSD "mais não fez que cumprir a formalidade da lei", que obriga a ouvir a oposição.

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