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Cidadãos do Sobralinho sem local para reunir até ao Natal

Cidadãos do Sobralinho sem local para reunir até ao Natal

Movimento quer preparar reunião sobre PDM com presidente de câmara

Grupo de cidadãos que entregou proposta para revisão do PDM quer local para preparar reunião com presidente, mas tem esbarrado com a recusa da junta de freguesia e colectividades.

Edição de 11.12.2008 | Sociedade
O grupo de cidadãos do Sobralinho que entregou em Novembro um conjunto de propostas, no âmbito da revisão do Plano Director Municipal de Vila Franca de Xira, viu recusados todos os pedidos feitos à junta de freguesia e colectividades para cedência de um local para reunir. A discussão dos argumentos a apresentar em reunião com a presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que deverá ter lugar no início do ano, estava marcada para a última sexta-feira, mas ficou adiada até os residentes encontrarem local para debater. “Solicitámos à presidente uma reunião para esclarecer a posição da autarquia sobre algumas das nossas propostas e temos de preparar essa reunião”, explica António Corte Real, que coordena o grupo que juntou mais de 80 pessoas numa reunião paralela à discussão do PDM no Sobralinho. Os cidadãos solicitaram à junta de freguesia a utilização da Casa da Juventude em horário pós-laboral, mas a autarquia invocou a indisponibilidade de autarcas e funcionários para abrir o espaço e manusear os alarmes. De porta em porta, o grupo recebeu recusas das várias associações do concelho, que afirmaram ter as suas instalações ocupadas durante as noites e ao fim-de-semana. A única entidade que ponderou uma decisão, favorável, o Grupo Columbófilo do Sobralinho, apresentou uma regra interna inscrita nas suas actas que impedia a reunião nas instalações. O assunto foi apresentado em reunião de câmara à presidente Maria da Luz Rosinha, que prometeu “ver o que seria possível fazer”, como testemunhou O MIRANTE. Na sexta-feira, já com a reunião cancelada, o grupo recebeu da junta de freguesia a informação de que a Casa da Juventude estaria disponível apenas no sábado, dia 6 de Dezembro. “O presidente da junta de freguesia tem feito tudo para boicotar a nossa acção. Não quis colaborar nas reuniões deste grupo e ignorou os nosso pedidos de reunião na preparação das propostas sobre o PDM. Ainda não se apercebeu da importância de ouvir os cidadãos”, queixa-se Corte Real. José Peixeiro, presidente da junta de freguesia do Sobralinho, argumenta que a agenda dos autarcas impede a utilização da Casa da Juventude. “Os alarmes têm códigos e só o presidente, o secretário e o tesoureiro é que os podem manusear”, afirma. Nos próximos fins-de-semana, o autarca garante que as instalações vão receber dois eventos “muito fortes”, a saber, um lanche para os idosos da freguesia e um convívio dos funcionários da junta.Cidadãos querem constituir associação“O presidente da junta de freguesia deu-nos a entender que só se estivéssemos organizados numa associação poderíamos aceder às instalações e ter influência nos debates”, afirma António Corte Real. No grupo de trabalho, que tem no seu núcleo cerca de 20 cidadãos, entre residentes e membros da associação Xiradania, as ambições são “fazer ouvir a voz dos cidadãos nas decisões que são tomadas na freguesia”, explica o coordenador do grupo. “A própria presidente nunca se tinha lembrado de algumas das nossas ideias, como a utilização das instalações desportivas da Cimpor pelos cidadãos ou a transferência da secção de Vela do Alhandra SC vela para o espaço da antiga fábrica da Previdente”, afirma Corte Real. As ideias da associação, resumidas em cerca de vinte propostas, causaram alguma polémica entre autarcas e responsáveis das colectividades. Se a utilização das instalações da Cimpor foi considerada por Maria da Luz Rosinha “uma boa ideia a fazer caminho”, já a proposta para o posto náutico do Alhandra SC foi rejeitada pelos dirigentes do clube. “É uma ideia desadequada”, critica Rui Macieira, presidente do clube. Joaquim Cabral, presidente da secção náutica do clube, vai mais longe. “Fora daqui, a secção náutica do Alhandra deixaria de existir”. O debate sobre as propostas para a revisão do PDM no Sobralinho tem esbarrado ainda com a posição da junta de freguesia. José Peixeiro, presidente da junta, considera que o PDM “está muito bem conseguido e penso que o grupo de cidadãos não traz uma mais valia em relação ao que está identificado no plano”.
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