Palácio Frederico Arouca acolhe centro de dia e pólo da biblioteca
Freguesia de Alcoentre, no concelho de Azambuja, ganhou dois equipamentos sociais
O primeiro andar do Palácio Conselheiro Frederico Arouca vai acolher o novo Centro de Dia de Alcoentre. No piso térreo está já a funcionar um pólo da Biblioteca Municipal de Azambuja. A freguesia viu um espaço histórico recuperado e ganhou dois novos equipamentos.Ver Vídeo em: http://www.omirante.pt/omirantetv/index.asp?idgrupo=2&IdEdicao=54&idSeccao=514&id=26753&Action=noticia
O novo Centro de Dia de Alcoentre, no concelho de Azambuja, vai funcionar no primeiro piso do antigo Palácio Conselheiro Frederico Arouca, situado numa zona nobre da freguesia de onde é possível avistar o casario. A cerimónia de inauguração do renovado espaço decorreu na tarde de segunda-feira, 8 de Dezembro, na presença de dois bisnetos do conselheiro e embaixador que viveu na freguesia. Vinte utentes estão já inscritos no equipamento que tem capacidade para meia centena de seniores e que será gerido pelo Centro Social e Paroquial de Alcoentre. Além de ter cedido o espaço ao centro social e paroquial a autarquia, de acordo com um protocolo celebrado durante a cerimónia, a Câmara Municipal de Azambuja vai atribuir ainda um subsídio no valor de 79.932 euros, pagável em três prestações, para aquisição do equipamento para o funcionamento do espaço.O edifício, que perpetua o nome do conselheiro e embaixador Frederico Arouca (ver caixa), mantém a fachada original, com as colunas e as escadas em pedra. Maria Helena Arouca e Frederico Arouca, que vieram de Lisboa para estar presentes no evento, consideram que a memória do bisavô não poderia estar melhor perpetuada. “O meu bisavó era um homem dedicado às causas públicas e por isso acho que é a melhor homenagem que se lhe podia fazer”, salienta Maria Helena Arouca. O bisneto recorda-se de ouvir dizer que na adega do palácio, no centro de Alcoentre, ali era produzido vinho muito apreciado pela corte de então.O piso térreo do antigo palácio Frederico Arouca acolhe ainda um pólo da biblioteca municipal, um espaço cultural que está já a funcionar com cerca de cinco mil títulos, entre livros e material audiovisual.A recuperação do antigo palácio, que estava bastante degradado, custou 650.100 euros à Câmara Municipal de Azambuja que efectuou uma permuta recorrendo ao loteamento do Moinho Pequeno, nas imediações, para a concretização da obra.“A inauguração desta estrutura vem colmatar duas falhas grandes que existiam em Alcoentre. Uma de raiz cultural e outra que era a necessidade de um espaço de centro de dia para as pessoas mais velhas”, resume o presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Joaquim Ramos.O presidente da Junta de Freguesia de Alcoentre, Francisco Morgado, um dos autarcas que se bateu pela concretização da obra, mostrou-se satisfeito com o produto acabado. “Esta era uma obra há muito ambicionada. A leitura era dinamizada apenas nas instalações dos Bombeiros Voluntários com a boa vontade da Professora Alice”, resumiu o autarca sublinhando a importância da obra vocacionada também para a terceira idade.Francisco Morgado lembra que o espaço chegou a ser propriedade do Ministério da Justiça e que foi preciso ultrapassar burocracias para fazer o equipamento chegar à posse da autarquia.Embaixador, conselheiro e par do reinoO conselheiro Frederico de Gusmão Correia Arouca foi um político de grande influência na região e no país, tendo sido Ministro das Obras Públicas, embaixador de Portugal em Londres e Par do Reino.O presidente da Junta de Freguesia de Alcoentre, Francisco Morgado, citou a obra sobre a “Vila Milenária” de Alcoentre, da autoria de Tomás Garcia Direitinho, para evocar a personalidade de Frederico Arouca. Em 1882 era então o proprietário da Quinta da Ribeira. “O Conselheiro Arouca foi um homem sempre interessado pelo bem-estar do povo de Alcoentre, mandando fazer uma rede de esgotos e também a iluminação das ruas a gasómetro”. Foi também o principal impulsionador da fundação da Sociedade Filarmónica Alcoentrense.
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