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Mercado de brindes publicitários regista abrandamento

Mercado de brindes publicitários regista abrandamento

Crise económica atinge sector que abrange cerca de setecentas empresas
Edição de 02.01.2009 | Economia
O mercado português de brindes publicitários está a sofrer um abrandamento devido à crise económica, depois de anos de crescimento, apurou a agência Lusa junto de algumas das cerca de 700 empresas do sector. Depois da falência, em 2007, da então líder do mercado, a Iriscor, fundada há 40 anos, fechou dia 12 a Brindicor, criada há 30 anos no Porto, após alguns meses sem actividade, disse uma funcionária desta empresa.Em situação oposta, com "cinco milhões de euros de facturação" este ano, está a Marketing e Brindes Associados (MBA), que em 2009 completa 20 anos, disse o gerente Nuno Oliveira. "Vamos acabar o ano com um crescimento de três por cento. No ano passado, crescemos 20 por cento", afirmou, salientando que 30 por cento da facturação já se destina ao mercado externo, com destaque para Angola, onde a MBA factura por ano "um milhão de euros" (20 por cento do total).Nuno Oliveira referiu que a MBA vai aproveitar o vigésimo aniversário para fazer uma aposta forte em três áreas estratégicas, o mercado interno, os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), através de franchisados, e a Europa, para onde preparou uma produção própria de 20 produtos. Manifestou-se optimista quanto ao crescimento do sector, realçando que "haverá tendência para investir menos em campanhas de marketing gerais - utilizando a televisão e o 'outdoor' - e mais em campanhas directas, de one-to-one" (de pessoa para pessoa). "Temos seis a sete por cento de quota de mercado. Penso que, neste momento, somos o líder nacional, porque o antigo líder, a Iriscor, faliu no ano passado", referiu.Também a empresa Enerre, especializada em artigos têxteis e brindes publicitários e no mercado há 33 anos, estima facturar no final deste ano o mesmo do que o ano passado, ao contrário dos aumentos sucessivos dos últimos cinco anos. "Vamos chegar ao final do ano com o mesmo nível de facturação do que em 2007, o que é bom nos tempos que correm, mas podíamos ter chegado ao fim de 2008 com 15 a 20 por cento mais", disse o responsável pela empresa, Lourenço Rosa.Explica que no primeiro semestre, a empresa teve um crescimento grande, entre os 10 e os 15 por cento, que foi "completamente anulado" no semestre seguinte, altura em que se verificou um decréscimo na procura. Tal como a MBA, a Enerre está a apostar em novos mercados internacionais, nomeadamente o angolano e espanhol, o que tem permitido colmatar a quebra verificada no mercado português. Apesar de sentir uma "recessão acentuada no mercado", a empresa vai investir e contratar um novo funcionário com funções de comercial com o objectivo de "angariar mais clientes".Em Portugal há cerca de 700 empresas nesta área, "mas só meia dúzia são autónomas", dado que as restantes se limitam a funcionar como "escritórios com fax", de acordo com Nuno Oliveira da MBA. Uma dessas pequenas empresas é a Abrinde, criada há dois anos em Santarém por Humberto Abreu, que é o único funcionário. "Não temos produção própria. A produção é concessionada a outras empresas", afirmou, acrescentando que a Abrinde factura "60 mil euros por ano".Humberto Abreu sublinhou que "há demasiadas empresas no sector", tendo-se verificado este ano "quebras muito acentuadas, mesmo no Natal, que era uma época de maior procura". "As pessoas não têm grande poder de compra e, por isso, não fazem grandes investimentos", disse.
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