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Trabalhadores da Bordalo Pinheiro organizam vigília

Edição de 08.01.2009 | Sociedade
Os trabalhadores da Bordalo Pinheiro, das Caldas da Rainha, decidiram esta semana que vão realizar uma vigília, à porta da câmara municipal, para sensibilizar o poder local para o problema do provável encerramento da fábrica de faianças.Os funcionários da fábrica, que ainda não receberam o salário do mês Dezembro e foram informados pela administração de que a laboração vai ser suspensa por falta de encomendas, reuniram-se em plenário para decidir formas de “alertar os governantes” para o problema.“Decidimos realizar uma vigília (que ainda não tem data marcada) à frente da autarquia para alertar o presidente da câmara para a situação da empresa e vamos também informar o Governo Civil de Leiria e ao IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação)”, afirmou José Fernando Sousa, coordenador da União de Sindicatos de Leiria à saída do plenário.“Vamos lutar pelos postos de trabalho dentro do que nos for possível e desenvolver acções para ver se existe alguma ajuda que impeça a Bordalo Pinheiro de fechar”, afirmou o dirigente sindical e trabalhador da Bordalo Pinheiro. “Se toda a gente diz que a fábrica é importante então porque é que nada se faz?”, interrogou o sindicalista.Os trabalhadores recusaram a proposta da administração de suspenderem os contratos de trabalho e têm-se apresentado nos seus postos de trabalho. “Estivemos todo o dia a trabalhar embora saibamos que dentro de alguns dias o trabalho vai escassear”, disse o trabalhador.“Não há trabalho para eles, estão a acabar os restos”, disse Jorge Serrano, administrador da empresa acrescentando que a laboração vai ser suspensa pois não produzir “para a prateleira”. A Bordalo Pinheiro, detentora dos moldes originais do artista Rafael Bordalo Pinheiro, tem vindo a agravar os seus problemas financeiros nos últimos anos tendo vindo a reduzir pessoal e a alienar património para fazer face às dívidas.

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