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José Rego

55 anos, empresário, Samora Correia

“Há pessoas sérias na política, mas há gente que promete mais do que pode fazer e depois não conseguem cumprir e ficam desacreditados. Acho que deviam dizer a verdade e nunca prometer o que não podem fazer.”

Edição de 19.02.2009 | Agora falo eu
O Governo quer retirar benefícios fiscais a quem ganha mais de dois mil euros por mês. Concorda com esta medida?Já ouvi dizer que quem ganha mais de dois mil euros é rico. Eu acho que qualquer trabalhador com qualidade devia ganhar esse salário. No Canadá paga-se 500 euros por semana a um trabalhador médio e as pessoas vivem muito melhor.Foi emigrante nesse país…Fui emigrante e fiquei muito triste quando regressei a Portugal e vi que os meus amigos que ficaram cá e tiveram uma vida sem grandes prazeres. Qualquer pessoa que trabalhe tem direito a gozar a vida. Em Portugal, muitas pessoas levam a vida inteira a fazer sacrifícios.Tem orgulho em ser português?Sempre tive orgulho em ter nascido em Portugal e mais concretamente em Samora Correia. Mas gostava que o nosso país tivesse mais desenvolvido e que as pessoas vivessem melhor.Este é um ano com três eleições. Acredita nos políticos?Há pessoas sérias na política, mas há gente que promete mais do que pode fazer e depois não conseguem cumprir e ficam desacreditados. Acho que deviam dizer a verdade e nunca prometer o que não podem fazer.Concorda com as cotas que impõem paridade entre mulheres e homens nas listas?As pessoas devem ser colocadas em função da sua condição para desempenhar o cargo e não por ser homem ou mulher. Precisamos é de ter os melhores a servir as autarquias e o país. Está aí o Carnaval. É uma época de folia que lhe agrada?Gosto muito de ver o Carnaval aqui em Samora Correia porque tem muitos carros, muitos mascarados e um corso interessante. É uma iniciativa que traz muita gente à terra. É um dos maiores acontecimentos turísticos da região e devia ser mais apoiado pelas entidades ligadas ao turismo.Costuma mascara-se?Eu prefiro ficar a ver. Quando era jovem alinhava numas brincadeiras de Carnaval. Era uma época mais pobre. Os rapazes divertia-se a enfarinhar e a molhar as raparigas. A crise é real ou está enfatizada?Há realmente uma crise a todos os níveis. No ponto de vista financeiro e social. As pessoas estão sem dinheiro e sem esperança no futuro e o Estado não pode ajudar toda a gente.O primeiro-ministro é uma vítima do caso Freeport ou está mesmo comprometido?Devemos esperar que o processo chegue ao fim, mas não há fumo sem fogo e o senhor tem manifestado algum nervosismo.O senhor é presidente da Sociedade Filarmónica União Samorense (SFUS). As dificuldades financeiras estão a afastar os praticantes das várias modalidades pagas?Há pais que ficam desempregados e retiram os filhos, mas estou aqui há três anos e não tenho notado uma redução acentuada de praticantes. Há sempre pessoas que deixam, mas aparecem outros e não sentimos uma grande quebra.

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