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Flores para todos os gostos e ocasiões

Flores para todos os gostos e ocasiões

Susana Ramos é florista há catorze anos em Santarém

A florista sente que a crise também tem afectado o seu negócio mas não tanto quanto estava à espera. “As pessoas ainda têm muito o hábito de oferecer flores e gostam de o fazer. Não é caro e é sempre bonito oferecer flores”, diz.

Edição de 19.02.2009 | Identidade Profissional
Às 09h30 da manhã já se sente a azáfama na florista Jardins Floridos no interior do hipermercado Modelo, em Santarém. Logo que chegam ao estabelecimento as cinco funcionárias, que se revezam por turnos de oito horas, começam por mudar a água das flores, arrumam os expositores e fazem vários ramos diferenciados. Se o cliente gostar de algum, já está pronto a sair. Se quiser algo diferente e com determinado tipo de flor faz-se na hora. Um ramo de flores simples, com três ou quatro flores e alguma verdura, demora cerca de cinco minutos a fazer. Quem quiser um ramo de flores mais elaborado vai ter que esperar aproximadamente 20 minutos.Susana Ramos é a dona do espaço. Tem 32 anos e está na actividade desde os 18. Em criança sonhava ser enfermeira, mas durante o tempo em que esteve desempregada descobriu numa revista sobre flores cursos profissionais de florista. Decidiu arriscar e inscreveu-se no curso. Desde então nunca mais parou. Garante estar na profissão correcta, que lhe dá prazer fazer.Vende rosas, gerbérias, margaridas, próteias, orquídeas, túlipas entre outras. Mas as plantas também têm muita saída. A maioria é de interior. Começaram por vender plantas de exterior mas como não se aguentam dentro de casa muito tempo e perdiam a cor desistiram.Por oito euros pode comprar-se um ramo de flores simples. Um ramo mais elaborado pode chegar aos 40 euros. Os clientes procuram flores para oferecer como presente de aniversário, ou pelo nascimento de um bebé, quando uma pessoa está doente. O dia mais concorrido é o sábado.As coroas de flores também têm muita saída. Sobretudo para funerais ou homenagens. Uma coroa exige mais tempo e minúcia a executar. São necessários pelo menos 45 minutos para concluir o trabalho. Enche-se a base com verdura que é espetada uma a uma na coroa. E faz-se o mesmo com as flores. Uma coroa pode levar entre 80 a 100 flores.Susana Ramos não se esquece do dia em que teve que fazer uma coroa de flores para o funeral da avó, a sua segunda mãe. “Foi muito difícil mas fiz questão de ser eu a fazer. As minhas colegas disseram-me para não fazer porque não estava em condições psicológicas para o fazer. Mas quis fazê-lo. Foi como um último presente que lhe dei”, conta a O MIRANTE.Florista de profissão, não é de admirar que adore que lhe ofereçam flores. Mas, ao contrário dos arranjos florais que costuma fazer todos os dias, não há nada que lhe dê mais prazer do que receber um molhe de flores acabadinhas de sair do campo, sem o arranjo. “Sou uma pessoa simples e gosto das flores o mais naturais possível”, diz.No Verão, uma flor dura, em média, entre oito e dez dias. Na Primavera e no Inverno chega a durar 20 dias. As rosas e as margaridas continuam a ser as flores mais procuradas. As orquídeas também têm muita saída. O preço das flores varia consoante a oferta. “Normalmente, as orquídeas são as flores mais caras. Mas quando existe muita oferta de orquídeas, as próteias costumam encarecer um pouco mais”, explica.O Verão é também a melhor época para vender flores, com os turistas e a chegada dos imigrantes. Que vêm de férias à terra natal e aproveitam para oferecer flores aos familiares ou colocar um arranjo ou uma coroa de flores na campa dos entes queridos já falecidos.A florista sente que a crise também tem afectado o seu negócio mas não tanto quanto estava à espera. E explica porquê. “As pessoas ainda têm muito o hábito de oferecer flores e gostam de o fazer. Não é caro e é sempre bonito oferecer flores”, refere Susana Ramos.Segundo Susana Ramos os portugueses são românticos e têm o hábito de oferecer flores à sua cara-metade para demonstrar o seu amor. Os homens são menos envergonhados. “Os senhores com mais de 50 anos compram as flores para oferecer mas pedem para as colocar dentro de um saquinho. Pelo menos dentro do hipermercado. Algumas pessoas ainda têm a ideia de que oferecer flores é ridículo”, conta entre risos. Os jovens têm menos pudores na altura de comprar flores ou plantas. E gostam de oferecer cartões com dedicatória. Cada cliente escreve o que desejar.
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