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Mais profissionalismo e melhor gestão no negócio da festa brava

Mais profissionalismo e melhor gestão no negócio da festa brava

Empresário Paulo Pessoa de Carvalho propõe medidas para potenciar sector

O panorama de crise não passa ao lado do mundo rural e tauromáquico e obriga a medidas urgentes para potenciar o mercado, defende Paulo Pessoa de Carvalho.

Edição de 19.02.2009 | Sociedade
A festa brava precisa de mais profissionalismo e de um trabalho integrado que permita fortalecer o sector. Quem o diz é o empresário tauromáquico Paulo Pessoa de Carvalho que defendeu que é urgente começar a aplicar as medidas com urgência para salvaguardar a qualidade e a sobrevivência da festa. A ideia foi defendida num debate sobre economia rural e tauromaquia realizado na Plaza Ribeiro Telles, em Vila Franca de Xira, na quinta-feira, 12 de FevereiroPerante uma plateia repleta de aficionados Paulo Pessoa de Carvalho defendeu que a gestão das corridas de toiros tem de ser cada vez mais séria. Todos os pormenores devem ser tratados com ponderação e programação, como forma de reduzir os imponderáveis em mínimo.“Todos os serviços subcontratados têm que respeitar parâmetros de garantia de segurança que não coloquem em risco o produto final: a corrida de toiros. Esse rigor só poderá ser atingido se aplicarmos a mesma política que nos é exigida do topo para a base”, refere o empresário que ressalva ainda que deve ser muito bem planeada a promoção e a venda de cada espectáculo. “Devemos definir para cada corrida uma promoção adequada ao meio onde estamos a desenvolver a nossa actividade, controlando com rigor toda a sua implementação”. Com uma linguagem actual e adaptada as solicitações do mercado, mais cativante, mas sem descaracterizar o tema da festa de toiros.Outra medida para fortalecer o sector passa pelo desenvolvimento de um trabalho integrado junto das comunidades onde se realizam as corridas de toiros. “As forças vivas locais têm que perceber que não somos concorrentes mas sim parceiros. Dentro das colectividades e associações temos os nossos melhores aliados. É preciso que sintam que somos uma fonte geradora de riqueza para todos e não que lhes vamos consumir os recursos essenciais”, garante.Demonstrar às autoridades locais que é possível a promoção da sua região, dando a conhecer todas as valias e pontos de interesse de uma forma profissional, com uma forte componente de divulgação para o exterior, é o objectivo. Procurando e proporcionando dessa forma novas oportunidades de negócio.Neste contexto, a empresa Toiros e Cultura criou um site, que para além de divulgar todos os espectáculos, permite dar a conhecer a região onde se realiza a corrida. “É um verdadeiro cartão de visita. Teremos de cada região os aspectos gastronómicos, a sua riqueza turística, o tecido económico, as infra-estruturas hoteleiras, as principais indústrias, acessibilidades rodoviárias, e as condições climatéricas”, revela Paulo Pessoa de Carvalho.O empresário defende que estas medidas visam criar novos mercados e avivar aqueles que já existem. “A tauromaquia não se compadece com uma gestão desactualizada. Um mercado que é cada vez mais exigente e competitivo, temos de ser inovadores, proativos, correndo o risco, se assim não for, nos vermos completamente ultrapassados”, conclui Paulo Pessoa de Carvalho.Promover os produtos do mundo ruralA Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR), a Viniportugal a Casa do Azeite e a Associação Portuguesa do Cavalo Puro Sangue Lusitano (APSL), assinaram em Janeiro um protocolo conjunto. O objectivo é a promoção global da cortiça, do vinho do azeite e do cavalo lusitano, considerados produtos de excelência do mundo rural. A apresentação foi feita por Manuel Campilho, presidente da APSL, à margem do debate sobre a economia rural e a tauromaquia. “Com a assinatura do protocolo entre as associações, vamos aproveitar as sinergias económicas, logísticas e humanas sempre e para mercados comuns. A promoção conjunta pode proporcionar uma visibilidade única e aumentar a notoriedade do nosso país lá fora. Queremos trabalhar com criatividade, inteligência e profissionalismo”, refere Manuel Campilho.
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