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Tiros disparados para a escola e sapatos atirados contra professores

Tiros disparados para a escola e sapatos atirados contra professores

Associação de pais da EBI foi pedir ajuda à Assembleia Municipal de Azambuja

Na Passagem de Ano foram disparados tiros para a escola. Há dias voaram sapatos e interruptores para a EB1 de Azambuja. A associação de pais já pediu ajuda à assembleia municipal.

Tiros disparados para o interior da Escola Básica Integrada de Azambuja e sapatos e garrafas de cerveja atirados para o interior do estabelecimento de ensino. Estas são algumas das queixas que quase três dezenas de encarregados de educação apresentaram aos deputados na última reunião da Assembleia Municipal de Azambuja, realizada na noite de 19 de Fevereiro no auditório do Páteo Valverde.Os pais mobilizaram-se para pedir ajuda aos deputados e, pela voz de Eva Pires, representante da associação de pais, enumeraram os problemas da escola EBI de Azambuja, que vive paredes meias com famílias problemáticas de etnia cigana.“Na noite de Passagem de Ano registaram-se situações que nos deixaram preocupados. Sobretudo tiros de pistola para dentro da escola, que deixaram marcas e destruíram identificadores e campainhas. Na última segunda-feira os miúdos de etnia cigana atiraram ovos e garrafas de cerveja das varandas do seu prédio para os nossos filhos. Na quarta-feira foram atirados sapatos e nem os professores escaparam, que levaram com interruptores da luz e tomadas das paredes do prédio”, queixa-se a representante dos pais.Os encarregados de educação, perto de 900 em todo o agrupamento, dizem já ter entrado em contacto com a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) e até com a GNR, a solicitar mais patrulhamento, mas queixam-se de não receber resposta. “Estes senhores vivem em casas da câmara com todas as benesses, não respeitam ninguém e ainda magoam os nossos filhos. Agora pergunto: quanto vale a segurança das nossas crianças? Quem paga a dor e a quem vamos pedir responsabilidades se perdermos alguém?”, interrogaram-se os pais.Para minimizar o problema que o presidente da Câmara Municipal da Azambuja, Joaquim Ramos, confessa não ser de resolução fácil, os pais sugerem a mudança da portaria da escola para outro local, de forma a não estar perto da fachada do prédio social. “Queremos também o rápido realojamento daquelas famílias noutro local e um maior cuidado e vigilância policial sobretudo nas horas em que as crianças saem da escola”, apela Eva Pires. “Os autores dos disparos de ano novo já foram identificados e têm os processos a correr”, informou o presidente do executivo azambujense, enquanto reconhecia que a GNR ainda sofre de alguma inoperabilidade. Contactada pelo O MIRANTE a GNR afirmou que as queixas “não correspondem minimamente à verdade” e que os agentes vão ao local várias vezes por dia. “O que acontece é que às vezes o carro não pára e as pessoas ficam preocupadas. Mas em termos de policiamento vamos ter em conta as queixas e vamos reforçar a nossa atenção”, garantiu o comandante António Rocha. O vereador da educação, Marco Leal, está a acompanhar a situação, mas ressalva que sem maior intervenção dos pais as queixas não têm pernas para andar. “Sabemos que os problemas existem, mas o Ministério Público ainda não recebeu qualquer queixa formal e é isso que conta. Queixem-se à justiça porque os vossos filhos estão a ser alvo de um crime”, apelou o autarca.Depois de uma discussão de vários minutos, durante a qual alguns pais chegaram a prometer realizar justiça pelas próprias mãos caso o assunto não seja resolvido, ficou acordado entre os encarregados de educação realizar um abaixo-assinado com vista a dar mais visibilidade às queixas. Os encarregados de educação aguardam pelo início das obras de mudança da portaria da EBI, uma solução provisória que esperam que traga maior segurança ao problemático bairro da Azambuja. A câmara garante que a obra arrancará “em breve”.
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