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Quintas municipais vão seguir modelo empresarial

Quintas municipais vão seguir modelo empresarial

Câmara de Vila Franca de Xira renova estratégia para património histórico

Quintas da Piedade, Sobralinho e Subserra conhecem mudanças rumo a viabilização económica. Mudanças deverão atingir resultados em 2011.

Edição de 02.04.2009 | Sociedade
As quintas municipais de Vila Franca de Xira estão a caminhar rumo a um modelo empresarial. A câmara municipal tem vindo a investir nos equipamentos para o acolhimento de visitantes e nas actividades agrícolas e culturais com potencial de retorno económico das quintas municipais da Piedade, Sobralinho e Subserra. A autarquia estima chegar ao final de 2009 com mais de um milhão e duzentos mil euros investidos nas três propriedades.Da estratégia da autarquia faz parte uma aposta na valorização do potencial agrícola Quinta da Subserra, em São João dos Montes. De acordo com documento da autarquia a que O MIRANTE teve acesso, a câmara municipal planeia ampliar para mais de cinco hectares a área de vinha na propriedade até 2011, num investimento global de quase 69 mil euros. Em 2010, garante Isabel Martins, responsável pela gestão das três quintas municipais, a produção de vinho na propriedade “voltará a ser uma realidade”. No terreno, são visíveis as operações de implantação da vinha desde 2007, com um hectare já em desenvolvimento avançado. A produção de azeite está também planeada para aquela propriedade.Os investimentos na capacidade de acolhimento de visitantes das quintas municipais estão também em evolução, mas sofrem os efeitos da conjuntura económica. “Nas quintas, durante o ano de 2008, recebemos muitos pedidos de aluguer do espaço por empresas, especialmente para acções de formação. Este ano estão a ser mais frequentes os pedidos de instituições, por causa das dificuldades pelas quais passam as empresas”, explica Isabel Martins. A gravação de um concurso televisivo na quinta do Sobralinho em 2008 e a orientação para o turismo rural e social, com a estadia de atletas de clubes participantes em competições desportivas, na Subserra, têm vindo a aumentar a visibilidade dos locais. A instalação de serviços municipais nas quintas para poupar recursos gastos em instalações dispersas faz também parte da estratégia da autarquia. A Quinta Municipal da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, acolherá, na sua fase final de adaptação, um posto de atendimento ao cidadão, uma delegação da câmara municipal, um Centro Local de Apoios ao Imigrante, uma delegação dos SMAS e os viveiros municipais. A adaptação da cozinha para fins sociais e a cedência das instalações a artesãos integram o pacote de alterações a incluir no local. No total a autarquia prevê obter com as alterações uma poupança anual de 200 mil euros anuais. A preservação do património natural e histórico está a ser equacionada também como potencial fonte de receita. Das contas da câmara municipal fazem parte uma receita anual de cerca de 50 mil euros provenientes da entrada em funcionamento do Parque Biológico do Sobralinho, na quinta municipal, das zonas de estadia, dos centros de observação ambiental e da visita às zonas de achados arqueológicos. As outras duas quintas tem vindo a receber investimentos na preservação das estruturas, azulejos e elementos religiosos, deixando no entanto por realizar obras de recuperação em zonas como as fachadas ou os tectos.Segundo projecções financeiras da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, a que O MIRANTE teve acesso, a Quinta da Piedade é a que vai exigir mais investimentos, cerca de 773 mil euros. No Sobralinho, serão gastos cerca de 148 mil euros, cabendo mais de 300 mil à quinta da Subserra. A propriedade da Póvoa de Santa Iria e a que deverá gerar mais receitas, com cerca de 270 mil euros por ano, em rendimentos. Da Subserra, serão cerca de 200 mil, indicam as contas da autarquia. A quinta do Sobralinho, estima a câmara municipal, deverá gerar, no futuro, receitas na ordem dos 50 mil euros ano.As propriedades auto-suficientes Duas das quintas municipais de Vila Franca de Xira, Sobralinho e Subserra têm produção hortícola e frutícola próprias. Ao que apurou O MIRANTE, os vegetais produzido nas quintas têm como destino o refeitório municipal. A produção de vinho na quinta da Subserra, interrompida em 2007, destinava-se ao consumo exclusivo em eventos organizados no local, não sendo comercializada. A marca “Quinta da Subserra” poderá vir a dar origem, a partir de 2011, a uma produção comercial. Realizar eventos por 11 euros à horaAs associações sem fins lucrativos que pretendam alugar um salão nas quintas municipais pagam 11 euros por hora, caso sejam naturais do município. Para as empresas, a tabela de taxas da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira estabelece cerca de 40 euros por sala e por hora, aumentando preço para o dobro no caso de a iniciativa envolver filmagens. Os eventos ao ar livre saem no entanto, mais baratos. Uma empresa terá de desembolsar 9 euros por hora, mas para as escolas e associações e instituições do concelho, a utilização espaço é gratuita. Para quem é de fora do concelho, a taxa é de 5,50 euros, e cerca de 7 no caso de um particular.
Quintas municipais vão seguir modelo empresarial

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