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Cimianto vende património para salvar fábrica da crise

Cimianto vende património para salvar fábrica da crise

Reestruturação vai obrigar a saída de trabalhadores

Empresa vai arrecadar meio milhão de euros com venda à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira de terrenos destinados ao recinto de jogos do Alhandra SC.

Edição de 09.04.2009 | Sociedade
A Cimianto vai vender até três hectares e meio de terrenos para tentar salvar a fábrica de Alhandra, revelou o presidente do conselho de administração da empresa a O MIRANTE. Manuel Oliveira confirmou estar em “fase de conclusão” o processo de negociação que vai permitir a venda por meio milhão de euros de uma área de 10 a 15 mil metros quadrados à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, destinada a receber o novo recinto desportivo do Alhandra SC. O responsável revelou que a empresa irá fazer um “pedido de aceleração” do processo à autarquia e pretende também vender um terreno de 20 mil metros quadrados, a norte do edifício, classificado como “multiusos”, mas ainda sem comprador. “Juntámos o útil ao agradável. Ajudamos um clube e realizamos alguma liquidez, de que necessitamos numa altura de muitas dificuldades”, explica Manuel Oliveira. O presidente do conselho de administração da empresa sublinha que a sociedade se encontra numa situação em que “o activo (património e receitas) é superior ao passivo (dívidas)”, pelo que a solução para salvar a empresa deverá passar pela “utilização dos activos imobiliários para viabilizar os activos industriais”. A administração da empresa pondera uma reestruturação dos seus quadros. “Com o projecto de viabilização conseguiremos uma ocupação permanente de, no mínimo, 65 postos de trabalho”, refere Manuel Oliveira. A empresa dispõe actualmente de 85 trabalhadores, que “não pretende violentar”. A solução, indica o administrador deverá passar pela celebração de acordos de despedimento, no futuro, “possíveis pela idade e predisposição de alguns trabalhadores”. Na fábrica, o ambiente é de preocupação. Segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Cerâmica, Cimentos e Similares do Sul e Regiões autónomas até ao final do mês de Março ainda se encontravam por pagar parte dos salários de Fevereiro, e as quotizações sindicais relativas a 2008. Os trabalhadores realizaram plenários a 12 e 26 Fevereiro, 9 e 25 Março para cimentar posições, mas a situação na empresa é ainda de indefinição.
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