
Escola Superior de Desporto de Rio Maior terá novas instalações em 2011
Investimento de 16 milhões de euros vai por fim a quase 12 anos sem instalações próprias
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, presidiu segunda-feira à assinatura dos protocolos de contrução das futuras instalações da Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM) do Instituto Politécnico de Santarém (IPS) e à colocação simbólica da primeira pedra. O investimento virá pôr fim à carência de instalações próprias, à ausência de cantina e de uma residência para estudantes, que se verifica desde que a escola foi criada em 5 de Dezembro de 1997. Num terreno a cerca de 500 metros do pavilhão multiusos, onde a ESDRM tem funcionado, será edificado um complexo com cerca de 42 mil metros quadrados. Estão projectados três edifícios. O edifício escolar com mais de nove mil metros quadrados de área e a cantina (1.018 m2) começam já a ser construídos, enquanto para uma segunda fase fica a residência de estudantes (2.401m2).Como explicou a O MIRANTE a presidente da Associação de Estudantes da ESDRM, Teresa Sousa, a cantina e a residência são essenciais. “Sem cantina os estudantes tomam as suas refeições em cafés e restaurantes, o que sai bem mais caro. O mesmo acontece com os alunos que ficam instalados em quartos alugados na cidade. Pelo que sabemos, a capacidade das futuras instalações vêm ajudar bastante”, sublinhou.No edifício escolar haverá espaços de anfiteatro e salas de aula, área administrativa e da direcção, gabinetes de professores, biblioteca, laboratórios e oficinas para ensino e investigação. O edifício da cantina terá um refeitório para perto de 150 alunos, além de bar, cozinha, espaço para a associação de estudantes e zona de convívio. A residência de estudantes terá capacidade para 120 alunos em permanência, com quartos duplos, simples e adaptados para pessoas com deficiência.Para o presidente da ESDRM, Abel Santos, a situação da escola não é consentânea com o funcionamento de uma instituição de ensino superior, pois funciona no pavilhão multiusos que partilha com feiras, festas e outros festivais. “Só um projecto educativo sólido pôde afastar essa imagem negativa. Os alunos foram contestatários mas compreensivos, sabendo separar a qualidade do ensino da qualidade das instalações”, recordou. Emocionado, o presidente da Câmara de Rio Maior recuou a 1996 quando se sonhou com a criação da ESDRM e reconheceu o apoio que os alunos têm dado à escola e à cidade. “Mudaram várias vezes de instalações precárias mas nunca protestaram contra Rio maior. E tiveram e têm grande importância para a nossa terra”, realçou Silvino Sequeira (PS), arrancando fortes aplausos.A presidente do Politécnico de Santarém, Maria de Lurdes Asseiro, agradeceu o apoio da autarquia riomaiorense e lembrou que o contrato de financiamento do projecto deve ser assinado em breve, depois de já ter sido assinado o auto de consignação da obra. “A construção deverá desenvolver-se ao longo dos anos de 2009, 2010 e 2011, sendo de esperar que esteja concluída para funcionar no ano lectivo 2011-2012”, anteviu. O ministro Mariano Gago elogiou o trabalho da ESDRM e dos politécnicos no ensino público mas preferiu deixar uma mensagem de responsabilidade, exigência e organização às instituições do ensino superior. “Um terço dos jovens com 20 anos frequenta o ensino superior, o que é excelente se pensarmos o progresso que houve desde o 25 de Abril. Mas devíamos estar no dobro desse número. Quanto à ESDRM, agora é só construir e cumprir prazos e orçamentos”, concluiu. O projecto tem um custo total previsto superior a 16 milhões de euros, financiado pela União Europeia com 10,4 milhões de euros. O Estado comparticipa com 4,4 milhões de euros e a Câmara de Rio Maior com um milhão de euros. Actualmente com cinco licenciaturas, três mestrados, vários cursos de pós-graduação e programas de formação contínua, a ESDRM possui cerca de 800 alunos, 60 professores e 15 funcionários.

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