
Escultura de José Coelho rende 2500 euros para José Torres
Benfica e Federação Portuguesa de Futebol devem associar-se para o homenagear
Jogadores da selecção nacional de 1966 exortaram, dia 16 de Junho, durante uma sessão de entrega de um cheque ao escultor José Coelho, o Sport Lisboa e Benfica a associar-se à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para a realização de uma homenagem nacional ao ex-futebolista ribatejano José Torres.“O Benfica e o próprio país precisam fazer qualquer coisa por alguém que serviu o país”, disse António Simões, uma das “estrelas” portuguesas do Mundial de 1966 que se associou a uma pequena homenagem ao “Bom Gigante”, nome porque é conhecido José Torres, que atravessa um momento difícil na sua vida.José Augusto da Costa Séneca Torres nasceu em Torres Novas a 8 de Setembro de 1938, tendo-se iniciado no clube da terra. Considerado “um dos avançados mais marcantes na história do futebol português”, José Torres iniciou a carreira no futebol profissional aos 20 anos no Benfica, ao lado de José Augusto, Eusébio, Coluna e Simões.António Simões que esteve com Hilário e Toni na sessão em que o presidente da FPF, Gilberto Madaíl, entregou um cheque de 2 500 euros ao escultor riachense José Coelho, recebendo em troca a escultura em ferro “José Torres o Bom Gigante -- Memória que Pensa”, que vai integrar o museu da FPF. José Coelho, um torrrejano de Riachos, vai fazer chegar o cheque à família do ex-futebolista, que, aos 70 anos, luta contra uma doença degenerativa. Na sessão, promovida pelo Núcleo dos Templários da Autoridade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, o vice-presidente deste organismo, Manuel Faria, anunciou também um contributo de 1 250 euros para a causa promovida por José Coelho, conterrâneo e amigo de longa data de José Torres e da família. António Simões sublinhou que o importante é fazer-se a homenagem que José Torres merece, seja qual for o modelo encontrado, sugerindo um jogo de futebol como “a mais sentida e consentânea, sobretudo com o calor humano que ele tantas vezes deu”. “O Benfica terá que fazer este gesto de reconhecimento”, afirmou.Também Toni garantiu que José Torres “não está esquecido” num momento em que precisa tanto de solidariedade e que fará tudo o que estiver ao seu alcance para que se faça uma homenagem que lhe permita “no resto dos seus dias ter uma vida com dignidade”.Questionado sobre os milhões gastos recentemente pelo Benfica e a ausência de qualquer auxílio do clube a José Torres, Toni afirmou que Luís Filipe Vieira “é uma pessoa sensível” e que certamente não ficará indiferente às dificuldades que o ex-jogador e a sua família estão a atravessar.Hilário assinou alguns postais que ofereceu aos presentes na sessão, um gesto que Manuel Faria pediu para se tornar numa “corrente de energia” que ajude José Torres. Gilberto Madaíl lamentou que o cheque que entregou a José Coelho não seja portador de saúde e de uma “onda de energia” que ajude José Torres a recuperar e a enfrentar os momentos “muito difíceis e muito dolorosos” por que tem passado.“Não lhe posso dar saúde, mas posso desejar que Deus e Nossa Senhora possam minorar o seu sofrimento, ajudar, porque ele é um homem bom”, disse, frisando que o futebol “não pode ser insensível ao que se passa à sua volta”. Segundo disse, além de ter arrematado a escultura de José Coêlho que colocou em leilão no seu site, depois de ter sido abordado pelo escultor, a FPF já contribuiu anteriormente com 20 000 euros para ajudar a família de José Torres. O presidente da Associação de Futebol de Santarém, Rui Manhoso, lamentou que o Benfica não tenha respondido ao apelo feito para a realização da “grande festa que José Torres merece”.A sessão foi marcada pela referência às qualidades humanas do sempre generoso avançado centro da selecção nacional, que, em 1966, em Inglaterra, colocou Portugal no terceiro lugar do futebol mundial.

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