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Amigos do Tejo e Tajo Sostenible querem elevar o rio a património mundial

Amigos do Tejo e Tajo Sostenible querem elevar o rio a património mundial

Candidatura transnacional promovida no primeiro Encontro Ibérico Tagus Universalis
Edição de 24.06.2009 | Economia
A Associação dos Amigos do Tejo e a associação espanhola Tajo Sostenible estão a trabalhar num projecto de candidatura transnacional do Rio Tejo a património mundial, reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O I Encontro Ibérico Tagus Universalis, que aconteceu sábado no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, pretendeu promover a iniciativa e conquistar novos parceiros.As duas associações Amigos do Tejo e Tajo Sostenible estão a trabalhar concertadamente e a desenvolver estudos para sustentar a candidatura transnacional, estando também a estabelecer contactos com potenciais parceiros, um trabalho que o presidente da Associação dos Amigos do Tejo, Carlos Salgado, diz ser difícil não só por causa da actual conjuntura de crise económica mas também porque “o produto é difícil de vender”.“Uma das dificuldades é a promoção e a divulgação. Se se tratasse de uma cerveja, de roupa, de algum produto que passasse na televisão ou na rádio, com certeza teríamos mais parceiros. Mas trata-se de uma coisa que devia ser apoiada estruturalmente até a nível institucional, por vários ministérios”, considerou o responsável.Carlos Salgado admite que “o Tejo tem sido discriminado ao longo dos anos”, apesar de, em termos ambientais, “ter melhorado porque fecharam as grandes indústrias poluidoras”, caso da Siderurgia Nacional, CUF e Lisnave e também porque “alguns agricultores, nomeadamente na cultura do arroz, começaram a usar técnicas limpas.”Bárbara Palomares, presidente da associação Tajo Sostenible e promotora da candidatura por Espanha sublinhou que “o Tejo é motor de riqueza e de relações comerciais não só entre Portugal e Espanha mas também da Europa e América.”A promotora da candidatura por Espanha disse ainda que vai ser criado um Centro Internacional de Gestão Tagus Universalis com sede partilhada em Toledo e Lisboa que vai preocupar-se com a recolha de financiamento e com a elaboração de um plano transnacional de paisagem que suporte a candidatura.“Estou segura de que o Tejo vai ser património da humanidade e acredito que, num encontro futuro, já possamos afirmar que o rio Tejo é património da humanidade”, afirmou ainda Bárbara Palomares.A presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, que se associou ao projecto Tagus Universalis, considera que o reconhecimento do rio Tejo como património mundial “vai trazer mais-valias para o concelho, porque o rio é um elemento fundamental da cultura, história e economia do município.” A autarca socialista reconheceu que a câmara “não tem sabido olhar para os mouchões” do Tejo no concelho e que os três mouchões “têm potencial ambiental e turístico”, estando prevista uma intervenção naqueles espaços.Em Junho de 2010, a Associação dos Amigos do Tejo e a associação Tajo Sostenible promovem o III Congresso do Tejo, que vai acontecer pela primeira vez em Espanha, em Toledo.
Amigos do Tejo e Tajo Sostenible querem elevar o rio a património mundial

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