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Homicidas em maioria em Vale de Judeus

Edição de 25.06.2009 | Sociedade
A maioria da população residente da prisão de Vale de Judeus, Alcoentre, concelho de Azambuja, está a cumprir pena por crimes de homicídio. A natureza particularmente violenta dos seus crimes acabou por ditar sentenças longas. Ao todo, estão a cumprir pena em Vale de Judeus 271 reclusos por crimes praticados contra outras pessoas. Desses 271 presos, 131 rubricaram crimes de homicídio, na sua maioria passionais. Estes são apenas alguns dos dados de um relatório do Ministério da Justiça a que O MIRANTE teve acesso. No documento lê-se também que dos 494 reclusos actualmente a cumprir pena na prisão de alta segurança de Vale de Judeus, mais de 170 está preso por crimes contra o património e 96 por tráfico de estupefacientes. De toda a população reclusa, a maioria tem entre os 30 e os 39 anos. Quanto à duração das penas, 19 por cento cumpre entre 6 e 10 anos e a maioria (33 por cento) penas que andam entre os 10 e os 15 anos de prisão. Os dados do ministério indicam ainda que mais de 23 por cento da população reclusa naquele estabelecimento prisional é estrangeira, a maior parte de Cabo Verde, Brasil e Ucrânia, e que a lotação máxima prevista de 504 reclusos está perto do limite. Em Vale dos Judeus, um estabelecimento central de regime fechado, vocacionado especialmente para presos que cumprem penas longas, os detidos estão distribuídos por 4 pavilhões e os quase 500 presos são vigiados por 170 elementos do corpo da Guarda Prisional. Estes têm também de cobrir uma área total que ronda os 60 mil metros quadrados.

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