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Construtores defendem aposta na reabilitação e no mercado de arrendamento

Construtores defendem aposta na reabilitação e no mercado de arrendamento

Edição de 29.07.2009 | Economia
A Federação da Construção defende a aposta na reabilitação de edifícios e a dinamização do mercado de arrendamento como forma de travar o aumento do número de inscritos do sector nos centros de emprego. Em Junho, o número de inscritos pertencentes ao grupo ‘operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil’ aumentou 90,5 por cento em termos homólogos, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).Um acréscimo que não surpreendeu o presidente da Federação Portuguesa dos Industriais da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), Ricardo Pedrosa Gomes. “Infelizmente, estes dados não são uma surpresa”, disse o presidente da Federação, recordando que o aumento do número de inscritos nos centros de emprego também tem na sua origem o abrandamento da actividade económica em Espanha, que teve como consequência o regresso de muitos portugueses .“A ida [de trabalhadores portugueses] para Espanha era uma forma artificial de esconder o desemprego e sempre dissemos isso”, afirmou Ricardo Pedrosa Gomes, realçando que entre 2001 e 2008 o sector da construção esteve em “recessão contínua”.Apesar de admitir que “nos próximos seis meses não há medidas que possam ser lançadas que tenham um efeito imediato na redução do desemprego no sector”, o presidente da FEPICOP defende que podem ser criados “incentivos e programas especiais que permitam reabilitar o mercado de edifícios”.“Os grandes investimentos têm um período de maturação muito longo”, afirmou, argumentando que “há uma série de projectos de outra natureza que também têm de merecer atenção, porque a habitação nova não tem saída”. Neste âmbito, Ricardo Pedrosa Gomes defendeu a criação de “mecanismos de reabilitação do mercado de arrendamento”, dando como exemplo a alteração das leis das rendas e do despejo, e uma “intervenção séria e pensada” no âmbito da reabilitação de edifícios.O presidente da FEPICOP admite, no entanto, que o programa de renovação do parque escolar possa contribuir para “estancar” o aumento do número de inscritos no último trimestre do ano.
Construtores defendem aposta na reabilitação e no mercado de arrendamento

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