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Instituto Regulador de Águas e Resíduos aprova fusão Resioeste/Valorsul

Edição de 29.07.2009 | Economia
O modelo de fusão Resioeste/Valorsul, que prevê o envio para incineração de grande parte dos resíduos produzidos nos concelhos do Oeste, tem o parecer favorável do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR), confirmou à Lusa este organismo. O IRAR informou que em Setembro de 2008 “fez uma apreciação globalmente favorável do projecto de fusão” dos dois sistemas intermunicipais.Para este organismo, a solução de incinerar parte dos resíduos produzidos “está mais em linha com a Estratégia Comunitária de Gestão de Resíduos do que com a alternativa actualmente seguida” na Resioeste, com o depósito de resíduos em aterro. Por outro lado, o modelo de fusão mantém o compromisso entre a Resioeste e a Valorlis no que diz respeito à construção futura de uma unidade de tratamento mecânico e biológico por digestão anaeróbia.A valorização orgânica dos resíduos está também garantida com a aquisição de compostores caseiros, mantendo-se também a valorização energética do biogás nos aterros da Valorsul e Resioeste e a recolha selectiva.Segundo o IRAR, o modelo de fusão tem o “mérito” de optimizar os sistemas de gestão “com base em critérios de eficiência, promovendo sinergias e economias de escala, a par de uma maior eficácia e eficiência da gestão de recursos, promovendo acções de valorização dos resíduos”, como prevê o Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos II. Além disso, “vem resolver os problemas” do excesso de resíduos no aterro da Resioeste, onde chegam anualmente cerca de 200 mil toneladas de lixo.Contudo, o local está obrigado pela União Europeia a receber um limite de 140 mil toneladas, devido à inexistência do estudo de impacto ambiental. Para resolver o problema, a empresa passou a enviar desde há vários anos resíduos para o aterro da Amarsul, em Palmela, aumentando os custos em mais de um milhão de euros e consequentemente a tarifa cobrada aos municípios.Com a fusão, parte dos resíduos do Oeste passam a ser incinerados na Central de Valorização Energética de S. João da Talha da Valorsul, reduzindo a quantidade de lixo no aterro do Oeste. A solução vem contribuir para reduzir a tarifa paga pelas câmaras de 38,49 euros/tonelada para 20,85 euros, o que representa para os 18 municípios englobados na fusão um ganho de 126 milhões de euros até 2025.

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