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Ciclópico Manuel Serra d’Aire

Edição de 16.09.2009 | E-mails do outro mundo
Depois das caravelas de Pedro Álvares Cabral se terem estampado contra o que é hoje conhecido como Brasil, quando queriam ir parar à Índia, agora foi a vez de uma caravela motorizada ter colidido com um automóvel quando fazia a viagem entre Santarém e a Gançaria, território para muitos tão conhecido como era o Brasil em 1500 para a maioria dos europeus.Este insólito acontecimento, que traz novamente à ribalta a gesta dos Descobrimentos, pode acabar mal para o dono do veículo carnavalesco por causa das tais formalidades, ou falta delas, de que tu falavas no teu último mail. O homem está sujeito a multas por ter a circular uma nave que não tinha seguro nem inspecção. Como se isso fosse relevante! Nos tempos do Infante D. Henrique esses entraves burocráticos não existiam. E só beneficiámos com isso. Quando entrámos em Ceuta para conquistar a praça mourisca alguém nos pediu a carta de condução, o BI ou o passaporte? Ou nos mandou lavar as mãos por causa da gripe A?Porque é que se lembraram agora de vir com essa treta dos documentos e das licenças quando todos sabemos que as caravelas não circulam há séculos? Onde é que se pode tirar a carta para conduzir aquilo? E para quê, se andam aí os papa-reformas conduzidos por veteranos sem carta que nem sabem distinguir a proa da popa? E como se legaliza um meio de transporte que não está contemplado no código da estrada?Em vez de se louvar este espírito das descobertas na região onde está sepultado Pedro Álvares Cabral, as nossas autoridades preferem aplicar multas quando já o grande Pessoa dizia que navegar é preciso. É uma afronta à nossa História e espero que o historiador Veríssimo Serrão venha testemunhar em abono dos marinheiros da Gançaria.Libertário Manel já era tempo de um desporto tão badalado como o lançamento da primeira pedra ter honras de figurar nos Jogos Olímpicos, como já acontece aliás com modalidades aparentadas como os lançamentos do peso, do disco e do dardo. Até porque também o lançamento da primeira pedra tem o seu apogeu de quatro em quatro anos, neste caso em época de eleições.Este ano tem sido um fartote. O campeonato está ao rubro por toda a região e é de enaltecer o esforço desenvolvido pelos nossos autarcas e governantes. Há dias com mais que um lançamento e semanas em que há lançamentos dia sim dia não. E ninguém os ouve queixar-se de cansaço muscular, como os sornas dos futebolistas quando jogam duas vezes por semana.Como é habitual em qualquer competição, há sempre atletas que se destacam e eu não posso deixar passar em claro, em nome da verdade desportiva, o desempenho do presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, o socialista António Rodrigues. Só no último sábado lançou três primeiras pedras (dos centros escolares de Meia Via e de Riachos e dos novos paços do concelho). Rodrigues é um autêntico craque da modalidade e nesse dia nem o madeirense Alberto João Jardim conseguiu fazer melhor. Parabéns!Saudações olímpicas do Serafim das Neves

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