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Forno crematório da Póvoa até ao fim do ano

Edição de 16.09.2009 | O Mirante dos Leitores
Não sei porque demora tanto tempo este processo de instalação de um forno crematório no concelho de Vila Franca de Xira. Espero bem que seja desta vez. Mas não é de questões ambientais ou de concorrência comercial que quero falar. Gostaria de deixar uma reflexão. Primeiro ouvi falar nos enterramentos verticais. Depois em sistemas para decompor os corpos dos falecidos num menor período de tempo. E há esta solução dos fornos crematórios. Todas estas alternativas ao enterramento tradicional surgem em zonas muito populosas. O espaço é cada vez menor para os vivos e por isso há que “roubar” espaço aos mortos. E os mortos, assim como os velhos, são já considerados grandes empecilhos. Estorvam. E tudo o que estorva numa sociedade neurótica e sem tempo, é um grave problema. A revolta da Maria da Fonte começou no Minho quando o Ministro Costa Cabral proibiu o enterramento nas igrejas e os transferiu para os cemitérios. Agora as cinzas dos cremados são guardadas ou lançadas onde os descendentes quiserem. Sem protesto. Sem revolta. Sem problemas. O tal Ministro que suscitou o ódio da populaça gostaria muito de viver nos dias de hoje.Antunes R. Fabiano

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