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Câmara de Tomar vai ser governada por bloco central nos próximos quatro anos

Câmara de Tomar vai ser governada por bloco central nos próximos quatro anos

Concelhias do PSD e PS fazem acordo para gestão partilhada do município de Tomar

Pedro Marques, dos Independentes por Tomar, fala em acordo “movido por interesses pessoais” para sustentar lugares nos órgãos da autarquia.

As concelhias de Tomar do PSD e do PS chegaram a um acordo para partilharem a gestão da câmara municipal, já que nenhuma das forças eleitas detém sozinha a maioria, tendo os sociais-democratas ganho com maioria simples, elegendo três dos sete vereadores que compõem o executivo. O PS tem dois vereadores e os Independentes por Tomar outros dois.Em reunião realizada na sexta-feira, 23 de Outubro, entre os presidentes das duas concelhias, Luís Vicente (PSD) e Hugo Cristóvão (PS), foi acordada a partilha da gestão municipal, o que se traduz na atribuição de pelouros aos eleitos dos dois partidos e pela inclusão de elementos socialistas na mesa da assembleia municipal, garantindo a presidência ao social-democrata Miguel Relvas. A partilha estende-se ainda à gestão dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), afirma o comunicado emitido pelas duas concelhias. Deste modo, ao que O MIRANTE apurou, José Vitorino (PS), arquitecto, fica com o pelouro do Urbanismo, e Luís Ferreira (PS) passa a deter o pelouro dos bombeiros e protecção civil. Este último, abandona as funções de adjunto do governador civil do distrito de Santarém para assumir o lugar de vereador a tempo inteiro na Câmara de Tomar. Com o apoio dos socialistas, Miguel Relvas garante a sua reeleição como presidente da Assembleia Municipal de Tomar (onde o PSD perdeu também a maioria absoluta) e também Luís Vicente mantém o lugar de presidente do SMAS. Presidente acha que a câmara era governável sem alianças“Embora estivesse convicto de que a câmara seria perfeitamente governável com uma maioria relativa, o acordo que agora estabelecemos vem garantir a viabilidade de muitos projectos que temos em curso e que não poderiam ficar parados numa discussão sem fim”, justificou a O MIRANTE o actual previdente da Câmara de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD). Para o autarca, é necessário “aproveitar os últimos fundos comunitários disponíveis” pelo que, com esta gestão partilhada, não se correm tantos riscos de se perderem. Corvêlo de Sousa diz que tomou parte de todo o processo de contactos e negociação, considerando que o acordo é “natural” e resulta de um consenso de ideias que assentam naquilo que é mais importante para o concelho. Acordo movido por interesses pessoaisO grupo “Independentes por Tomar”, liderado por Pedro Marques, também foi abordado pelo PSD durante a passada semana mas não foi alcançado entendimento. O líder desse movimento, Pedro Marques, considera que o contacto aconteceu já depois de PSD e PS terem chegado a um acordo, considerando a aproximação como um mero formalismo.Para Pedro Marques este acordo entre PSD e PS foi movido por interesses pessoais. “A única coisa que vi até agora foi a atribuição de lugares. Na minha opinião, este acordo apenas passa por conseguir sustentar o presidente da assembleia municipal e o presidente dos SMAS nos seus lugares e arranjar um lugar a tempo inteiro na vereação aos vereadores socialistas”, criticou. Pedro Marques garante que, juntamente com a vereadora Graça Costa, vai representar uma oposição “forte e construtiva”, continuando a defender as ideias que apresentou com vista a um maior desenvolvimento económico do concelho e a uma aposta séria no turismo. A primeira reunião do novo executivo da Câmara de Tomar realiza-se já nesta sexta-feira, 30 de Outubro.Em reunião realizada na sexta-feira, 23 de Outubro, entre os presidentes das duas concelhias, Luís Vicente (PSD) e Hugo Cristóvão (PS), foi acordada a partilha da gestão municipal, o que se traduz na atribuição de pelouros aos eleitos dos dois partidos Corvêlo de Sousa realça apostas na reabilitação urbana e no turismo culturalO presidente da Câmara de Tomar, reeleito pelo PSD a 11 de Outubro, coloca a reabilitação urbana do centro histórico e o desenvolvimento do turismo no topo das prioridades a concretizar no próximo mandato autárquico. “Queremos mais turismo cultural e assente na natureza, não só na cidade como em todo o concelho, apostar na reabilitação urbana e promover a instalação de equipamentos hoteleiros ”, frisou Corvêlo de Sousa naquele que foi o seu primeiro discurso após tomar posse do cargo, na tarde da última segunda-feira, 26 de Outubro. O autarca frisou também que a câmara pretende promover mais habitação a custos controlados e alargar os serviços de saneamento básico a todo o concelho. A aposta na cultura – “área vital para a imagem do concelho” - e no desporto com a criação de mais infra-estruturas para a prática de desporto também foram realçadas. Como manda o protocolo da cerimónia os eleitos de Tomar, para câmara e assembleia municipal, tomaram posse após proferirem a frase mais ouvida ao longo da tarde: “Eu, abaixo-assinado, juro solenemente pela minha honra que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas”. O novo elenco camarário de Tomar é composto por Corvêlo de Sousa, Carlos Carrão e Rosário Simões (PSD), José Vitorino e Luís Ferreira (PS), Pedro Marques e Graça Costa (Independentes por Tomar). Após ter sido tornado público que a Câmara de Tomar será governada pela coligação PSD-PS (ver peça nesta página), ficou assente que quatro dos sete vereadores vão exercer as suas funções a tempo inteiro, dividindo a responsabilidade dos pelouros. Depois dos sete elementos do executivo e dos 36 elementos da assembleia municipal tomarem posse (faltou Herculano Gonçalves, deputado municipal eleito pelo CDS-PP, por se encontrar ausente no estrangeiro), procedeu-se à eleição da mesa da assembleia. Concorreram ao acto duas listas. A lista A, que resultou do acordo PSD-PS, constituída por Miguel Relvas, Fernando de Jesus e José Pereira e a lista B dos “Independentes por Tomar” composta por Jorge Neves, Laura Rocha e José Pedro Vasconcelos. Saiu vitoriosa a lista A, com Miguel Relvas a ser reconduzido no lugar, que conquistou 25 votos, contra os oito votos da lista B. Registaram-se três votos em branco.Num discurso que teve lugar poucos minutos depois de ser reeleito, Miguel Relvas salientou a coincidência desta tomada de posse se realizar no mesmo dia em que o Governo também o fez, salientando que no actual momento o exercício da actividade pública “é muito difícil”, sendo necessário “muita criatividade, empenhamento e trabalho para ultrapassar as dificuldades”.
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