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Ainda a hipótese de transformar o teatro de Alhandra em biblioteca

Ainda a hipótese de transformar o teatro de Alhandra em biblioteca

Edição de 04.11.2009 | O Mirante dos Leitores
Fazendo referência ao texto do leitor Paulo Gomes sobre “A Biblioteca no Teatro Salvador Marques”, em Alhandra, inserido na rubrica “Comentários” não posso deixar de fazer a mesma observação: “Será que a Câmara tem medo do Teatro?”.O “teatro”, considerado durante muitos anos como o “ex-libris” da terra, esteve durante alguns anos votado ao abandono até que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira começou a anunciar a sua “Reabilitação”. Tal facto levou ao regozijo da população … mas durante pouco tempo.Foi a grande desilusão … A verdade surgiu mascarada de “Reabilitação”. O teatro centenário iria ser demolido e dele restaria apenas o terreno onde estava implantado.A justa luta pela defesa do património levou a que o Tribunal Administrativo impedisse a sua demolição com base na nulidade do projecto aprovado. Esta derrota da Câmara Municipal não deixou de trazer “um amargo sabor”, pelo que era fácil concluir que o último objectivo da Câmara seria recuperar este teatro. Hoje é conhecida a proposta de se avançar para o local com a construção de uma “Biblioteca”, sem se discutir e analisar as necessidades dum equipamento desta natureza. É sabido que a grande faixa etária que procura e frequenta as bibliotecas são os jovens, fundamentalmente por necessidade académica. Alhandra não tem praticamente jovens. Todos sabem que a população desta terra é uma “população envelhecida”. Seria importante os alhandrenses serem ouvidos sobre esta solução para o Teatro Salvador Marques. É essa uma das funções das autarquias. Concluo, chamando a atenção para o facto deste teatro fazer parte da cultura desta terra. Acabar com ele é acabar com parte da nossa história. É querer apagar da nossa memória nomes tão importantes da cultura como a do seu fundador, João Salvador Marques da Silva, Francisco Filipe dos Reis, Manuela Câncio dos Reis, Soeiro Pereira Gomes, Vasco Morgado, Amélia Rey Colaço, Robles Monteiro e tantos outros. Daí comungar inteiramente com a opinião de Paulo Gomes: “Terá a Câmara medo do Teatro?”Florentino Alves de Carvalho
Ainda a hipótese de transformar o teatro de Alhandra em biblioteca

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