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Entrevista a José Júlio

Edição de 04.11.2009 | O Mirante dos Leitores
Fantástica entrevista, fabuloso homem. Tenho orgulho de ser português e um privilégio de ter lido o conteúdo deste hino à vida. O meu saudoso avô, quando eu tinha oito anos, 1958, levou-me pela primeira vez a uma corrida de toiros, no campo Pequeno, era Manuel dos Santos a tourear. Nunca mais esqueci.E o porquê de eu gostar de toiros? Foi em Vila Franca, 1960. Meu avô era gerente de uma loja da Tudor, na rua principal de Vila Franca de Xira. Em 1960, num dia de esperas de toiros, eu tinha um capote pequeno, daqueles para os miúdos e fiquei debruçado sobre um dos paus que protegiam a loja. Pus o meu capote em cima do pau mais alto e fiquei com os pés no último pau, veio de lá um toiro, que acertou com os cornos no pau do meio. A pancada lançou-me uns três metros para dentro da loja e perdi a noção de tudo. Tive sorte, podia ter morrido, mas cornos do toiro acertaram nos paus e não na minha barriga. Apesar disso fiquei sempre a adorar os toiros e as demais gentes da festa.Uma mentira essa lei absurda de não permitir matar o toiro em Portugal. Depois arrancam-lhe os ferros, recebe sal e outras drogas para não ficar com febre, vai para cima de um camião e é morto no matadouro ate um ou dois dias depois. Nós somos uns mentirosos e andamos todos enganados. Na Espanha um toiro não sai vivo da arena. Estive em Badajoz, lá o toiro sai da praça já como carne dentro de um camião frigorífico directamente para os talhos. Grande abraço ao José Júlio, meu avô era um apaixonado por essa vida belíssima e por essa festa inesquecível.Luís Filipe Rodrigues Bernardo

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