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Projecto de observação de aves na Lezíria de Vila Franca de Xira vai custar 2 milhões de euros

Projecto de observação de aves na Lezíria de Vila Franca de Xira vai custar 2 milhões de euros

As obras estão previstas começar no primeiro semestre de 2010

Promotores esperam receber entre 30 mil a 50 mil visitantes por ano, desde alunos, técnicos, famílias e observadores de aves

Edição de 25.11.2009 | Sociedade
O espaço de observação e visitação de aves (EVOA) previsto para a Ponta da Erva, na Lezíria Grande de Vila Franca de Xira, vai custar um total de 2 milhões de euros. Um milhão de euros é disponibilizado por fundos comunitários através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e o restante é financiado pela concessionária de auto-estradas Brisa. O projecto foi criado por seis entidades: a Companhia das Lezírias, Aquaves, Liga para a Protecção da Natureza, Associação dos Beneficiários da Lezíria Grande, Câmara de Vila Franca de Xira e pela Reserva Natural do Estuário do Tejo. A candidatura ao QREN foi apresentada pela Associação de Beneficiários da Lezíria Grande. A Brisa entra como parceira privada, desconhecendo-se para já se terá contrapartidas futuras na exploração das novas estruturas. Na sua fase de cruzeiro são previstos entre 30 mil a 50 mil visitantes por ano, entre alunos, técnicos, famílias e “birdwatchers” (observadores de aves). Os objectivos do projecto são contribuir para a conservação das espécies de avifauna que existem no estuário do Tejo e na Lezíria, a criação de condições de atracção da maior diversidade possível de aves e a criação de condições para a tranquila observação das aves, quer nas vertentes lúdicas quer de lazer. A divulgação da Lezíria e a sensibilização para a gestão da água são outros dos objectivos a concretizar com o EVOA. Os concursos públicos para a construção e reabilitação de edifícios já existentes, o desenvolvimento e execução dos materiais pedagógicos e ainda a construção de um centro de interpretação estão previstos avançar no primeiro semestre de 2010. O centro de interpretação será dotado de uma sala de exposições, cafetaria, loja, sanitários, laboratório com 600 metros quadrados e uma área administrativa. O centro estará a funcionar em pleno em 2012. Nesta primeira fase serão criadas no terreno zonas húmidas de água doce com profundidade variável e com ilhas, dotadas de vários tipos de habitats, observatórios e percursos camuflados. A segunda fase do projecto, prevista para 2011/2012 e suportada pela Brisa, consistirá na recuperação da casa de apoio das Salinas de Saragoça, na Lezíria, que ficará com uma sala de acolhimento, sala de exposições, observatório e laboratório. Será ainda construído um observatório elevado na Ponta da Erva. Para o presidente da Companhia das Lezírias, Vítor Barros, o projecto reveste-se de grande importância. “Estamos muito interessados em dar uma imagem lavada da nova agricultura sustentável que estamos a fazer. Este projecto vai levar à Lezíria muita gente que não é do sector agrícola e que vai perceber a ligação entre a fauna e os agricultores que ali existe”, refere. Actualmente a Lezíria tem sido palco para vários ensaios de enoturismo, agroturismo, turismo equestre e a realização de várias provas de BTT e Canoagem. “Queremos meter a Lezíria no mapa”, garante. A Lezíria Grande de Vila Franca de Xira alberga uma grande diversidade de espécies, num total de 207, o que representa 1% de toda a população de aves da Europa. O melhor período para as observar é entre os meses de Fevereiro e Outubro.
Projecto de observação de aves na Lezíria de Vila Franca de Xira vai custar 2 milhões de euros

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