
De portas abertas
A nova governadora civil de Santarém convocou uma conferência de imprensa para dizer que quer um governo civil de portas abertas à população. Um anúncio redundante, já que a instituição tem estado sempre de portas abertas pelo menos no horário de expediente para quem tem que ir tratar do passaporte, que é a única competência formal que o governo civil ainda mantém. Mas Sónia Sanfona quer mais. Quer continuar o trabalho que já tem vindo a ser feito pelos anteriores governadores, que mais não é que representar o Governo nas cerimónias públicas, fazer umas campanhas de prevenção rodoviária e convocar umas reuniões para fazer a ponte entre as várias entidades da protecção civil. Para todas estas funções o governo civil, além da governadora que ganha cerca de 3.400 euros, tem ainda um chefe de gabinete, dois adjuntos e um assessor de imprensa. Questionada sobre a importância de manter os governos civis em funcionamento, Sónia Sanfona disse que tem que existir sempre uma estrutura intermédia entre o poder central e local. “O governo civil faz sentido porque faz a ligação entre o Governo e as populações, as empresas e as autarquias”, disse a governadora.

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