
Bolas paradas decidiram empate (1-1) no derbi entre Torres Novas e Riachense
Pereira e Leandro marcaram para as duas equipas de livre directo, enquanto Madjer e Alan estiveram apagados no jogo com o rival do concelho.As bolas paradas decidiram o empate a uma bola entre Torres Novas e Riachense, derbi do concelho de Torres Novas, que se disputou domingo, mas ao contrário da expectativa centrada sobre os avançados Alan e Madjer, foram Pereira e Leandro a brilharem na execução de livres directos.Aliás, a partida teve a curiosidade de ambos os golos terem sido marcados no mesmo local do relvado e de forma impecável, sem hipóteses de defesa para os guarda-redes, com a bola a anichar-se no canto superior direito da mesma baliza. Alan e Madjer, novos avançados do Torres Novas, tiveram poucas oportunidades de brilhar e apenas se destacaram em remates que saíram bem longe dos alvos. Nota-se ainda nos jogadores a “falta de pernas” ao cabo de 60 ou 75 minutos de jogo.No que respeita ao jogo jogado a primeira parte foi bastante mal jogada, numa tarde de frio intenso mas com 750 espectadores nas bancadas ou não fosse este um jogo de grande rivalidade. Aos 27 minutos, Pereira marcou o livre perfeito, sem hipóteses para o guardião Rui Galrinho.Do primeiro tempo destacam-se duas situações para cada lado. Bruno Lemos falhou o golo para o Riachense, após passe de Marco Neves, enquanto no Torres Novas, Ricardo efectuou um centro remate que Galrinho teve dificuldade em aliviar para canto.A segunda parte foi mais mexida e o Riachense foi mais ambicioso. Bruno Lemos voltou a colocar André Fojo à prova a abrir as hostilidades mas o golo do empate viria dos pés de Leandro (minuto 68), que também executou o remate de forma perfeita, numa falta que os torrejanos dizem que não existiu. Até final dos 90 minutos o Riachense teve três oportunidades de golo mas os avançados visitantes não estiveram acertados. Técnicos aceitam resultado como naturalFrederico Rasteiro e João Henriques aceitaram que o empate foi um resultado natural face ao que produziram as duas equipas, mas o técnico do Riachense diz que a haver um vencedor teria de ser o Riachense.“Foi um jogo intenso em que as equipas trabalharam muito mas criámos mais perigo e tivemos mais posse de bola. Na primeira parte o Torres Novas fez dois remates e marcou um golo, na segunda fez ainda menos. Nós tivemos algumas oportunidades mas não fomos felizes”, analisou Frederico Rasteiro.Para o técnico do Riachense o estado do relvado não ajudou a que a qualidade de jogo fosse elevada, mas do desfecho destaca que a equipa mantém seis pontos de vantagem sobre o Amiense, sem ver as suas ambições beliscadas. “Pode sim dar-se relevo que não perdemos há 21 jogos”, acrescentou Frederico Rasteiro.Por parte do Torres Novas, João Rodrigues realçou que a partida se decidiu os pormenores, face ao conhecimento que as equipas têm de si, à marcação às pedras mais desequilibradoras, numa partida mais táctica.“Na minha opinião há penalti a favor do Torres Novas sobre o Madjer quando vai para rematar, além de no livre que dá o golo do empate do Riachense não ter existido falta. Até já disse ao Leandro, em brincadeira, que ele ainda sabe cair. O árbitro foi enganado e deu o empate”, analisou João Henriques, sublinhando que o Torres Novas está na luta para disputar o resultado nos onze jogos que faltam da época do em qualquer campo. Para o técnico é natural que as novas estrelas da equipa, Madjer e Alan, ainda não estejam no pleno das capacidades com duas semanas de treino de futebol de onze, “mas vê-se qualidade”.

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