Associação de Produtores de Milho defende novo modelo de desenvolvimento agrícola
Vasconcellos e Souza diz que produção de milho deve ser considerada uma questão estratégica
A Associação dos Produtores de Milho considera ter chegado a hora de se considerar a produção de milho em Portugal e na Europa como “uma questão estratégica” e de se definir um novo o modelo de desenvolvimento agrícola.“Chegámos à altura de fazer opções políticas claras sobre o que é que os governos europeus querem acerca da produção agrícola, mais especificamente de milho e definir se queremos ser produtores ou consumidores”, disse o presidente da ANPROMIS - Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo, Luís Vasconcellos e Souza.A ANPROMIS realizou na semana passada o VII Congresso Nacional do Milho, em Lisboa, que contou com a presença de especialistas, investigadores universitários, produtores e agentes do sector, com vista a debater os desafios que se colocam a esta fileira.De acordo com o presidente da ANPROMIS, “os agricultores têm Assinatura ?essencialmente uma função que é a de produzir alimentos para as populações. No caso da população europeia trata-se de um conjunto de mais de trezentos e milhões de habitantes que necessitam de alimentos”.“No passado houve uma política sustentada para assegurar que essa produção [de milho] era contínua e consistente, mas chegámos a um ponto em que a Europa tem de ter também como prioridade uma nova política de produção própria para si”, afirma.Luís Vasconcellos e Souza questiona-se sobre qual é o papel dos agricultores na Europa “como produtores e também na óptica da salvaguarda das grandes zonas agrícolas para produção de milho no continente europeu”.O congresso pretendeu, durante dois dias, enquadrar estas questões numa nova visão sobre a produção agrícola, ajudando a Europa a definir qual o novo modelo de desenvolvimento agrícola rural para o futuro. Segundo Luís Vasconcellos e Souza, a questão da produção de milho era fundamental em todos os grandes blocos políticos mundiais grandes. No caso português, a ANPROMIS refere que Portugal é dos maiores produtores a nível europeu por unidade de terra cultivada, consumindo anualmente 1,2 milhões de toneladas anualmente, isto é, metade do que importa.
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