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CLAC anda há 25 anos a organizar descidas de canoa pelos rios Tejo e Zêzere  

CLAC anda há 25 anos a organizar descidas de canoa pelos rios Tejo e Zêzere  

Presidente do CLAC diz que a prova está  num nível crucial: ou sobe a fasquia ou acaba
É uma das mais antigas provas de canoagem do país. “A Descida dos Três Castelos”, prova de canoagem organizada pelo Clube de Lazer, Aventura e Competição (CLAC) do Entroncamento comemorou as Bodas de Prata este ano. Tal como o clube que nasceu em 1985, de uma forma curiosa quando a Câmara Municipal do Entroncamento lançou uma acção de formação em auto construção de canoas. Durante seis semanas, vários adeptos da canoagem aderiram à acção e, no final, decidiram avançar com a constituição do clube.  O professor José Leote, presidente do CLAC, é o rosto da prova que este ano juntou cerca de 200 pessoas nos dias 2 e 3 de Abril. A prova engloba as vertentes Competição - com prémios pecuniários para os primeiros lugares em K1 e K2 - e Turismo para quem participa apenas por lazer. Passa por três concelhos e dois rios da zona do Médio Ribatejo. Fomos ao seu encontro no sábado, 3 de Abril, pelo meio-dia, na povoação de Bairro, São Pedro de Tomar, junto à Barragem do Castelo de Bode, considerado o primeiro “Castelo” da prova apesar de castelo só de existir no nome do local. De telemóvel em punho e máquina fotográfica na outra mão coordenava o momento em que partia o último grupo de atletas.  A primeira vez que a prova foi organizada, em 1985, tinha o objectivo do turismo. Recebeu o nome de “Descida dos Três Castelos” porque o seu percurso estendia-se entre a barragem da Epal no Castelo de Bode (Tomar) passava por Tancos (Vila Nova da Barquinha), onde se encontra o Castelo de Almourol, para terminar na Quinta da Cardiga, Golegã, onde existia um palacete com uma torre. Actualmente o percurso faz-se entre o Castelo do Bode e Tancos, Vila Nova da Barquinha, com uma paragem de controlo em Constância. No primeiro dia, a concentração dos atletas faz-se em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes. Em seguida, os participantes seguem para a freguesia de Alvega e junto ao posto náutico fazem o aquecimento.  Ao longo de 25 anos nem tudo foram rosas. “Houve uma edição que me ficou na memória pela negativa porque um dos vereadores da Câmara de Constância não pediu o caudal e, praticamente, não houve prova porque os barcos andaram a arrastar-se”, recorda. Durante muito tempo, a prova era organizada só para lazer. “A partir do 18.º ano é que voltamos a ter competição e criámos a 3 Castelos Cup”, explica. No vigésimo aniversário, convidaram-se alguns grupos de folclore da região para animar o evento que, desde aí, têm vindo a participar. É no Cais de Tancos, já na fase final da descida, que José Leote começa a descomprimir, embora nunca largue o telemóvel. Este ano, jornalistas e convidados podem usufruir de uma voltinha de barco até ao Castelo de Almourol. “Há poucos acontecimentos desportivos com 25 anos e, pelo menos no distrito, não estou a ver nenhum. Então de canoagem não há de certeza”, aponta José Leote que considera que só se alcança esta proeza com muito trabalho e amor à camisola. Para o dirigente a prova está num ponto em que pode evoluir ou estagnar e morrer, dependendo do apoio que receber. “Pode ser uma prova internacional de qualidade ou pode acabar se não houver apoios de jeito. O que é uma pena porque existe um capital natural que pode ser aproveitado desportivamente para atrair turistas”, considera.  “Entidade de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo não funciona”Para o dirigente a “Descida dos Três Castelos” não faz mais do que promover o turismo náutico. “Ao termos a prova de competição, aumentámos a qualidade. Temos aqui em competição os melhores canonistas nacionais”, refere. Por este motivo, considera “estranho” que a Entidade de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (E-TLVT) não os apoie, apesar de ter sido convidada para o fazer há dois ou três anos. “Esta entidade não funciona”, sublinha, recordando que enquanto era Região de Turismo dos Templários existiu esse apoio. Apesar de nos últimos anos, a prova estar integrada com as Festas de Constância, por motivos turísticos, a intenção do Clac não passa por colar a prova a este município. “Queremos que esta seja a prova do Vale do Tejo”.  Desde há 15 anos que a prova termina com um almoço colectivo no Restaurante Almourol, em Tancos (antes os participantes regressavam a Constância) acabando com a qualidade que a organização considera que merece. Aí, todos os participantes convivem, com os familiares e amigos que os acompanham, talvez para relatarem a aventura recente. Perguntámos a José Leote qual é a sensação de estar a comemorar as Bodas de Prata da Descida dos Três Castelos. “Já estou um bocado farto. Isto tem que mudar. Tenho que passar a pasta”, diz, provocando uma gargalhada em que escuta. Ninguém acreditou. Atleta do Clube Náutico Barquinhense foi o melhor da região Pedro Estrela, atleta do Clube Náutico Barquinhense foi o atleta da região que melhor classificação obteve na regata “3 Castelos Cup” em K1 masculino, alcançando um quinto lugar com o tempo de 1 hora, 13 minutos e 08 segundos. A prova foi ganha por Artur Tomaz do CCSetúbal que completou a regata em 1 hora 8 minutos e 53 segundos. Nuno Brandão (CNMilfontes), Mário Santos (Gaia KC) e Dércio Teixeira (CIMontemor) ficaram em 22.º, 3.º e 4º lugar respectivamente. Na modalidade  K2, a vitória foi de Élio Henriques e Rodolfo Neves (CIMontemor) que terminaram a prova em 1 hora, 5 minutos e 23 segundos. Nesta prova, a melhor dupla da  região foram os atletas Rafael Marinho e Tiago Mendes do Grupo Desportivo da Nabância, Tomar, acabando em décimo lugar com  1 hora, 26 minutos e 31 segundos.   Em K2 feminino a vitória foi para Marta Cabral e Andreia Maravilhas do Clube Náutico de Sesimbra, que terminaram a prova em 1 hora, 38 minutos e 55 segundos.
CLAC anda há 25 anos a organizar descidas de canoa pelos rios Tejo e Zêzere  

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