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Edição de 14.04.2010 | E-mails do outro mundo
O nosso amigo Miguel Relvas aí está novamente em grande, após ter dado uma mãozinha (ou se calhar as duas) para ajudar Passos Coelho a chegar a presidente nacional do PSD. Ficou com os cargos de secretário-geral do PSD e de porta-voz do partido, restando saber se também é ele que escolhe a ementa diária e a cor das gravatas do novo líder do partido. Se assim fosse, não me surpreenderia. Por detrás de um grande líder há sempre um fiel escudeiro ou um acólito providencial. Há sempre um Sancho Pança para emparelhar com um D. Quixote, um António Torres para amparar um Sousa Gomes, um Pimenta Braz para seguir um Rui Barreiro, um Cabo Verde para acolher um António Rodrigues. Quem pensou que o presidente da Assembleia Municipal de Tomar iria arrumar as botas após ter sido chutado para canto das listas de deputados pela anterior líder do partido, a severa Manuela Ferreira Leite, deve estar agora a rever os cálculos. Miguel Relvas já provou que é um sempre em pé que sabe mais de política do que o treinador do Benfica sabe de futebol. Porque se o eloquente Jorge Jesus se pode gabar de ser o estratega e guia espiritual dos dois primeiros classificados do campeonato português de futebol, Relvas tem no palmarés as últimas vitórias do PSD na Câmara de Tomar e, ao mesmo tempo, a façanha de ser responsável pelo regresso do PS ao poder nesse concelho após 12 anos de travessia no deserto, ainda que em coligação com os “laranjas”. Quem, na nossa politicazinha provinciana, se pode gabar de tais feitos?A esse nível ninguém, respondo eu. Mas noutro campeonato, o das entradas e saídas dos executivos camarários com o mandato a decorrer, não há como a Câmara do Cartaxo, que merecia atenção do reputado Guiness Book. Aliás, os paços do concelho deviam ter portas giratórias para facilitar a vida aos autarcas. A rotação é maior do que a que se tem registado no plantel do Benfica nos últimos 20 anos. Com meio ano de mandato decorrido já saiu a primeira vereadora socialista e as principais casas de apostas de Londres já estão a aceitar palpites sobre quem será o próximo e quando. Se o ritmo se mantiver como em mandatos anteriores, é certo e sabido que do elenco original da maioria socialista só o presidente Paulo Caldas chega ao fim. É um sinal de desapego ao poder que revela bem que nem todos os políticos são iguais. Enquanto a maioria se agarra aos cargos como gato a bode ou náufrago a bóia e só sai por força do voto ou da lei de limitação dos mandatos, na zona do Cartaxo sobrevive uma curiosa casta que despreza as mordomias e os penachos que a política proporciona, o que só por si também merecia um estudo por parte da conceituada National Geographic. Um abraço quebra-costas do Serafim das Neves

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