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Vila Franca de Xira com menos 3,6 milhões de euros no orçamento

Vila Franca de Xira com menos 3,6 milhões de euros no orçamento

Receitas diminuiram por causa da crise, mas gastos com pessoal aumentaram

As receitas da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira sofreram uma redução de 3,6 milhões de euros no último ano. Os gastos com pessoal aumentaram para 1,1 milhões de euros. 143 mil em novas contratações.

Edição de 14.04.2010 | Sociedade
No último ano as receitas da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira diminuíram 3,6 milhões de euros. A redução é justificada pelo agravar da crise económica nacional e mundial. Mesmo assim, no total, o orçamento ronda os 79 milhões de euros.Os valores foram divulgados pela presidente da autarquia, Maria da Luz Rosinha, na apresentação do relatório e contas do município, na última reunião pública do executivo, realizada dia 7 de Abril nos paços do concelho. A presidente da autarquia considerou os índices de gestão “altamente positivos” e lembrou o empenho da equipa em ver aprovadas as candidaturas de apoio financeiro a obras como a da reabilitação do rio Crós-Cós e rio Grande da Pipa.O maior crescimento na despesa diz respeito ao custos com pessoal com um aumento de 1,1 milhões de euros, sendo que 170 mil euros foram gastos em promoções e 143 mil em novas admissões. Os contratos de emprego de inserção social custaram ao município 119 mil euros. Por fim, em investimentos de capital, Vila Franca de Xira atingiu os 21 milhões de euros. No que diz respeito a transferências para as juntas de freguesia do concelho e movimento associativo a câmara municipal registou movimentos financeiros na casa dos cinco milhões de euros. De todos os investimentos a área mais privilegiada foi a da saúde e as freguesias mais intervencionadas foram Póvoa de Santa Iria, Vialonga, Alverca do Ribatejo e Castanheira do Ribatejo.“Iniciámos 2010 com obras que estão a decorrer e que atingem cerca de sete milhões de euros, a que se juntam mais de 18 milhões provenientes de obras que ainda se vão desenvolver este ano e nos anos seguintes. Sobre o endividamento municipal uma palavra para dar conta do conforto que o mesmo traduz, já que o município tem hoje condições para aceder a cerca de 20 milhões de euros de empréstimos se quiser”, afirmou Maria da Luz Rosinha.O relatório e contas do município foi criticado pela bancada da CDU, que lamentou um aumento dos acidentes de trabalho e das faltas por doença na câmara municipal. “Registamos com desagrado o adiamento do plano de emergência municipal e, no que diz respeito a habitação social, tendo em conta que dos 7,5 milhões de euros só se investiram 280 mil euros (3,69%), realçamos o facto de esta opção não ter em conta as reais necessidades do concelho, onde existem 1860 agregados familiares em lista de espera para habitação social”, lamentou Nuno Libório. Os comunistas lamentaram também a redução do número de utilizadores das casas da juventude (menos 8 mil utentes) e a quebra das receitas do município. O relatório e contas de 2009 foi aprovado com a abstenção da CDU e com os votos favoráveis do Partido Socialista e da Coligação Novo Rumo. SMAS registam quebra nas receitasOs Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Vila Franca de Xira registaram no último ano uma quebra de receitas na casa dos 500 mil euros, justificada pela redução de consumos comerciais, industriais e pela diminuição de proveitos financeiros. As contas do SMAS registam um resultado positivo na ordem dos 16 milhões de euros. Os valores foram apresentados pelo presidente do conselho de administração (e também vereador), Francisco do Vale Antunes, na última reunião pública do executivo de Vila Franca de Xira. “O exercício de 2009, embora positivo para os SMAS, foi menos favorável que os anteriores. Ainda assim, à semelhança dos exercícios anteriores, a actividade desenvolvida permitiu gerar os recursos que asseguram o financiamento dos investimentos efectuados pelos serviços, prevendo-se que em 2010 a situação seja também de evolução muito contida e menos favorável derivado ao não aumento de preços e tarifas, por opção estratégica de apoio às famílias e actividade empresarial”, explicou Vale Antunes. O documento foi aprovado por unanimidade mas a bancada comunista quis ver esclarecidas várias questões, lamentando que as receitas por cobrar no final do ano tenham aumentado em 653 mil euros.
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