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Câmara do Cartaxo recorre a anuário de 2008 para elogiar situação financeira

Paulo Caldas garante que dívida a fornecedores e empreiteiros não existe na prática, sendo mero registo contabilístico
Edição de 19.05.2010 | Política
O presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas (PS), garante que em matéria de prazo médio de pagamento a fornecedores e empreiteiros, essa dívida já não existe e apenas corresponde a um mero registo contabilístico. O autarca lembra que a câmara tem recorrido aos acordos de regularização de dívida (ARD), que permitem pagar aos fornecedores e empreiteiros de imediato, em parceria com entidades bancárias, mantendo-se a dívida contabilisticamente durante três, cinco ou oito anos, consoante o acordo firmado para pagamento à banca.Certo é que só nos primeiros três meses de 2010 a dívida de curto prazo a fornecedores e empreiteiros cresceu três milhões euros. Números apresentados pelo PSD na última assembleia municipal que não foram contestados pelo vice-presidente da câmara, Paulo Varanda (PS). Para salientar o bom desempenho do município, Paulo Caldas recorre ao Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses de 2008 e destaca que o Cartaxo ocupava o primeiro lugar no rácio de endividamento líquido comparativamente às receitas do ano anterior. Era também dos munícipios com maior liquidez, atrás de Almada e Amadora.Paulo Caldas refere que a oposição chegou, em anos transactos, a apresentar os fracos resultados obtidos pelo município - em determinados indicadores - nesse mesmo Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses. “O que só prova que quando a oposição traçava um quadro negro e caótico das finanças municipais, estava a exagerar, a deturpar e a desvalorizar a política de investimentos e as opções de gestão que estavam a ser correctamente adoptadas pelo município e que estão agora a dar os seus frutos”, afirma.O autarca refere ainda que o facto de o aumento do rácio das despesas com pessoal ser elevado comparativamente à despesa total tem a ver com a assumpção de novas competências e gastos na área da educação (um custo adicional de cerca de 1,5 milhões de euros). Uma situação que aconteceu em boa parte dos municípios do país.

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