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Rupturas na distrital do PS por divergências políticas e pessoais com Paulo Fonseca

Pedro Ribeiro e Fernando Pratas saíram do secretariado socialista após demissão de Nelson Baltazar

O presidente da distrital socialista de Santarém, Paulo Fonseca, considera normal que algumas pessoas estejam chateadas.

Edição de 19.05.2010 | Política
Dois elementos do secretariado distrital do Partido Socialista saíram desse órgão do partido por não concordarem com a forma como o presidente, Paulo Fonseca, tem dirigido o partido na região. Apesar de perder o apoio de algumas pessoas que até há pouco tempo o acompanhavam, Paulo Fonseca não descarta a hipótese de se recandidatar.O vice-presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, é um dos que saiu do secretariado, recusando-se a esclarecer as razões que o levaram a tomar esta atitude. O outro é o ex-vereador da Câmara da Chamusca, Fernando Pratas, que foi recentemente eleito presidente da concelhia socialista. Este deixou mesmo de falar com o líder na sequência de divergências pessoais entre ambos. Antes, já se tinha demitido um dos rostos mais conhecidos do partido na região, Nelson Baltazar. Nelson Baltazar, que exerceu os cargos de deputado, governador civil e presidente da Federação Distrital do PS em 2002 e 2003, abandonou a distrital por não concordar com as “tácticas” que vinham a ser assumidas na formação das listas de candidatos a deputado pelo distrito de Santarém. Na altura, outros militantes estiveram para abandonar os cargos no secretariado mas recuaram porque Paulo Fonseca pediu união de modo a que o partido não saísse prejudicado nas últimas eleições legislativas. Um deles era Pedro Ribeiro (que não integrou a lista a deputado por preferir ser candidato nas autárquicas) que acabou por concretizar a sua intenção mais tarde. Paulo Fonseca, que nas últimas autárquicas foi eleito presidente da Câmara de Ourém, diz existirem umas cinco pessoas que estão chateadas com ele. Mas vê esse facto como normal porque, alega, “não conseguiram ser deputados ou outra coisa qualquer”. O presidente da distrital alega que sabe quem são as pessoas que contestam a sua estratégia de direcção do partido e quais são as suas razões, mas não quer entrar em pormenores. Acrescentou a O MIRANTE que as eleições para a distrital serão no próximo ano. Questionado sobre se pretende candidatar-se de novo, responde que “essa é uma hipótese que está em aberto”. Entretanto, para acalmar as águas no seio da distrital e envolver outros militantes que não estavam nos órgãos do partido, Paulo Fonseca decidiu criar dentro do secretariado o que chamou de departamentos temáticos. Situação que é vista por alguns militantes como uma interferência de pessoas no secretariado distrital que não foram eleitas para esse órgão. O líder foi buscar o ex-vereador da Câmara de Santarém, Manuel Afonso, para o departamento de agricultura e o adjunto do governo civil, Rui Carreteiro, para os assuntos sociais. E até conseguiu envolver o ex-presidente da Câmara de Abrantes, Nelson Carvalho, que foi seu adversário nas eleições internas e que tem sido crítico em relação à distrital.

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