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Neto de campino sabe montar

Neto de campino sabe montar

André Santos não tinha ainda dois anos quando o avô Joaquim Carlos dos Santos, 58 anos, o iniciou nas lides da campinagem. “Abriu os olhos e viu toiros, cavalos e vacas”, descreve o avô, espirituoso, para explicar que a aprendizagem foi um processo natural. A família reside na Herdade da Adema, no Porto Alto, concelho de Benavente. O maioral da Feira de Maio de Azambuja, que substituiu o desaparecido António Carniça, levou orgulhosamente este ano o neto ao desfile no dia do campino. O traje, em ponto pequeno, foi estreado há dois anos na Feira de Maio de Azambuja. Voltou este ano à praça, depois de passar pelas festas de Coruche. Benavente espera em breve os campinos para a festa da sardinha assada, altura em que o campino será homenageado. O pequeno André, três anos e meio, frequenta o ensino pré-escolar na escola de Samora Correia, mas mexe no lápis com o mesmo à vontade com que puxa as rédeas ao cavalo. Condução sempre vigiada pelo campino sénior seu avó e reforçada pelo olhar carinhoso do irmão, 12 anos, que também enverga o colete encarnado. Há preceito na forma como se dobra a meia branca por baixo do joelho e na forma de colocar o barrete ao gosto de cada um. O campino, que também nasceu no meio dos toiros, confessa que teria orgulho em ver o neto seguir as pisadas. “É uma profissão bonita e que agora tem regalias que não existiam há 30 anos. E nem toda a gente pode ser doutor”, justifica-se. Haverá sempre gado bravo para tratar. E há que dar seguimento à “cultura antiga do tempo dos reinados”. Ana Santiago
Neto de campino sabe montar

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