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Coligação pelo Futuro da Nossa Terra acusa câmara de “manobras de diversão política”

Coligação pelo Futuro da Nossa Terra acusa câmara de “manobras de diversão política”

Edição de 25.08.2010 | Sociedade
A Coligação pelo Futuro da Nossa Terra acusa o presidente da Câmara Municipal de Azambuja de usar de “manobras de diversão política” para afastar as atenções de problemas sociais. Em conferência de imprensa, realizada na tarde de segunda-feira, sobre a polémica que opõe a Câmara de Azambuja à EPAL, a propósito da construção do novo adutor e não enterramento da conduta aérea localizada no Campo da Feira, o vereador da coligação (que integra PSD, CDS-PP, Partido da Terra e Partido Popular Monárquico) na câmara municipal, António Jorge Lopes, sublinhou que muito se tem falado do assunto. “Há muito espalhafato em torno da conduta da EPAL, mas o presidente da Câmara, o vice-presidente Luís de Sousa (que tem o pelouro da Saúde há uma década) e o PS não se pronunciam sobre a degradação do sistema de saúde no concelho. O alto concelho e Vale do Paraíso perderam nas últimas semanas um dos dois médicos de família que prestavam serviço nessas freguesias. Até ao final do mês de Setembro prevê-se que a freguesia de Azambuja perca dois dos seus três médicos de família”, criticou.Jorge Lopes lembrou ainda que sobre o encerramento dos serviços de atendimento da Segurança Social em Manique do Intendente, Aveiras de Cima e Alcoentre poucas palavras se ouviram. “O presidente da câmara fala muito sobre a conduta, mas não diz nada sobre o desemprego. Em termos médios os números do desemprego no concelho mantém-se praticamente constantes desde Outubro de 2009”, aponta.Jorge Lopes anunciou ter pedido esclarecimentos à autarquia e à EPAL sobre a contenda que opõe a câmara à empresa e disse que pedirá “responsabilidades”, “se se comprovar que a autarquia mentiu” ao dizer no passado que a conduta iria ser enterrada. O vereador afirma-se “favorável ao enterramento da conduta”, que atravessa a vila de Azambuja, mas contesta que este seja tratado como “um desígnio municipal”, o que diz servir “para abafar a degradação da qualidade de vida da população do concelho”, acentuada nos últimos dois meses.Críticas que o presidente da Câmara de Azambuja, Joaquim Ramos (PS), desvaloriza, sustentando poder “tocar vários assuntos ao mesmo tempo” e não ser responsável “pela escolha do timing para a contestação, já que foi a EPAL quem decidiu iniciar a obra há cerca de três semanas”.Apesar de “não ter culpa de que os médicos se reformem ou das políticas de segurança social”, o autarca assegura ter garantias da ARS [Administração Regional de Saúde] de que “a falta de médicos irá ser resolvida” e vinca que “o desemprego no concelho é dos mais baixos da região”.Joaquim Ramos admitiu ter recebido já o pedido de esclarecimentos da coligação em relação à obra da conduta, mas esclareceu ter sempre assumido “que não há um compromisso escrito da EPAL, mas apenas o compromisso verbal de que a conduta seria enterrada”, exortando a coligação a assumir “se é contra ou favor do enterramento, em vez de acusar a câmara de coisas pelas quais não é responsável”.
Coligação pelo Futuro da Nossa Terra acusa câmara de “manobras de diversão política”

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