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Desapareceram 16 mil euros do Centro de Apoio Social de Ulme

Desapareceram 16 mil euros do Centro de Apoio Social de Ulme

Edição de 25.08.2010 | Sociedade
O inquérito instaurado pela direcção do Centro de Apoio Social de Ulme - Casulme para apurar responsabilidades relativamente ao desaparecimento de 16 mil euros que deveriam ter entrado nos cofres da instituição foi inconclusivo quanto à autoria do desfalque. Os responsáveis da instituição decidiram no entanto acusar a funcionária que trabalhava com a caixa de negligência profissional, instaurando-lhe um processo disciplinar, que neste momento está em fase de resposta da acusada”.O actual presidente da direcção, António Manuel Gaudêncio, que entrou em Janeiro deste ano a substituir João Lourenço, que passou para vereador a tempo inteiro na Câmara da Chamusca, contou a O MIRANTE que, no final do mês de Março, um elemento do conselho fiscal da instituição, detectou que os números de caixa não batiam certo. “Havia um saldo em dinheiro demasiado elevado para estar na instituição, que devia ter sido colocado no banco. Mas dinheiro esse que efectivamente não existia”. A direcção fez um ultimato à pessoa que trabalhava com a caixa e à contabilidade para no prazo de um mês verificarem as contas e apurarem a origem da discrepância de números, que na altura se cifrava numa verba muito mais baixa do que aquela que depois se veio a verificar. “Na altura pensámos sempre que se tratava de um erro nas contas, nunca nos passou pela cabeça que alguém pudesse ter desviado o dinheiro”, lamentou António Manuel Gaudêncio. “No fim desse tempo vimos com tristeza que não só não havia erro, como a importância desviada tinha subido para cerca de 16.000 mil euros”, acrescentou o presidente.Mais alarmante ainda foi verificar que alguns dias depois do ultimato, a caixa/cofre onde era colocado o dinheiro e os documentos de caixa diária, “que continha um pouco mais de 300 euros”, desapareceu sem deixar rasto. A direcção comunicou de imediato à GNR o desaparecimento da caixa, afirmou António Gaudêncio.A preocupação aumentou e a direcção resolveu também levantar um inquérito interno por uma entidade exterior à instituição para tentar encontrar o rasto ao dinheiro. “Inquérito que não chegou a nenhuma conclusão sobre quem desviou o dinheiro, mas apontou para o levantamento de um processo disciplinar por negligência profissional à pessoa que trabalhava efectivamente com a caixa diária, por não ter comunicado à direcção em tempo oportuno as diferenças encontradas”, explicou o presidente da instituição, acrescentando: “O processo disciplinar não aponta para a sua suspensão, nem em situação alguma diz que foi ela que desviou o dinheiro, apenas aponta negligência profissional”.
Desapareceram 16 mil euros do Centro de Apoio Social de Ulme

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