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Políticas de educação apontadas como responsáveis pelo afastamento de jovens da área da formação

Políticas de educação apontadas como responsáveis pelo afastamento de jovens da área da formação

Responsáveis do Cenfim dizem que a indústria metalo-mecânica precisa de trabalhadores qualificados

Director Nacional diz que as maiores resistências à formação são dos empresários.

O director do Núcleo de Santarém do Cenfim – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica em Portugal está preocupado com a diminuição do número de jovens inscritos nos cursos ali ministrados. Tiago Vieira da Cruz diz que o desinteresse se tornou mais visível a partir de 2006 e que actualmente os formandos - jovens com 15 e 16 anos - representam apenas 38% dos inscritos nessa altura.Em situação diversa está a formação ministrada a adultos que regista cada vez mais interesse. O director do Núcleo de Santarém do Cenfim atribui essa tendência "às políticas da educação dos últimos anos que permitiram a criação de várias escolas profissionais, que estão a receber alunos com a escolaridade mínima obrigatória cumprida, o nono ano ”, afirmou a O MIRANTE.Tiago Vieira da Cruz falou do assunto na cerimónia que assinalou, em Santarém, o 25.º aniversário da criação do Cenfim em Portugal, que contou com a presença de cerca de três dezenas de empresários, responsáveis autárquicos e responsáveis de outras instituições.O director do Cenfim de Santarém referiu também "a necessidade urgente de continuar a qualificação de desempregados que possam reforçar o sector da metalomecânica, onde há oportunidades de trabalho para quem detenha as necessárias competências, vontade e actividade, e a necessidade de dinamização da formação contínua de curta duração para criar e desenvolver os perfis necessários à indústria metalomecânica".O director do departamento de formação do Cenfim a nível nacional, Vítor Belo Dias, lembrou que a instituição vive para as empresas e que o seu trabalho em Santarém é feito em parceria com a Associação Empresarial, Nersant e em colaboração com a câmaras e outras entidades do distrito e que a taxa de empregabilidade dos seus formandos é superior a 75 por cento. Disse ainda que o Cenfim tem sentido maior resistência à formação por parte dos empresários do que dos activos das empresas. Durante o jantar-debate, Carlos Lopes de Sousa, administrador da empresa STI, apresentou a todos o projecto do Cluster Agro-Industrital do Ribatejo, que pôr a funcionar em rede uma série de empresas da agro-indústria, de modo a tirarem melhor partido dos negócios comuns que realizam. História de 23 anos a formar pessoas para o mercado de trabalhoO Núcleo de Santarém do Cenfim nasceu em 1987 com o impulso de alguns empresários do sector da metalomecânica, em especial da empresa JS Gouveia. Ao longo de 23 anos em ligação com o distrito o Cenfim de Santarém viu os seus procedimentos certificados em qualidade, segurança, ambiente, desenvolvimento sustentável e recursos humanos. Celebrou protocolo com a Escola Superior de Tecnologia de Abrantes do Instituto Politécnico de Tomar. Realizou ao todo 710 acções de formação para 9.100 participantes, num total de 240 mil horas de formação em 520 empresas.A nível nacional o Cenfim conta com 79 oficinas e 118 salas de formação distribuídas por 13 núcleos. Em 2009 realizou 11.800 acções de formação a mais de 149 mil formandos, num total de 3,6 milhões de horas de formação ministradas e com a colaboração de cerca de 22 mil empresas. O Cenfim tem parcerias com 26 Estados membros da União Europeia.
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