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Rui Costa

Rui Costa

47 anos, operador especializado, Santarém

“Não sou apologista de obediência cega aos partidos, sou contra as pessoas se inibirem de dar as suas ideias”

Edição de 24.11.2010 | Agora falo eu
O que acha de vinda de médicos cubanos e colombianos para a região?Acho que é um erro por não se apostar naquilo que é nosso. Embora haja abertura para médicos nacionais formam-se lá fora e mesmo assim não se conseguem enquadrar aqui. É uma tónica que os bons médicos só ficam em Lisboa, Porto, Coimbra ou Faro. Outros bons profissionais não encontram as melhores condições onde são colocados e acabam por sair.Já tem pronta a lista de presentes de Natal?Isso é sempre tratado em cima da hora, para a família mais chegada e sobrinhos. É a esposa que trata quase sempre das compras no hipermercado.Lá em casa também se monta a árvore de Natal e o sapatinho?Tudo é feito geralmente a partir de dia 8 de Dezembro. Ficou assim desde que casei. Só a desmanchamos no Dia de Reis.O que o marca mais como bombeiro voluntário?Vivo o dia-a-dia desta realidade que abracei desde 1987. Há situações que nos marcam, como os acidentes com crianças. São complicados de lidar. Não que sejam diferentes dos de adultos, pois são vidas que se têm de cuidar. Mas com crianças há mais sensibilidade.Já tirou gatos do topo de árvores?Ainda há dias fomos buscar um gatito pequeno de cima de um muro de quintal de onde não saía há quatro dias.O que sabe melhor comer e beber quando o frio aperta?O mesmo que no tempo quente! Caso do bacalhau à Braz, um bifezinho de vaca com couve e batata frita, acompanhado de bom vinho. Espero que o meu médico não leia isto (risos)…Que vício é que não consegue largar?Os bombeiros. Já tentei abandonar devido a algumas situações pessoais mas vou ficando. Algo superior me diz para ir ficando, mas em alguma altura vou ter de sair e dar lugar aos mais novos.De que objecto não se separa no dia-a-dia?Das chaves da porta de casa. Também tenho o computador portátil que serve de companhia durante o trabalho.Que passatempo é que o prende mais?O coleccionismo. Comecei por coleccionar calendários de bolso e calendários grandes com motivos de navios. Fui alargando as colecções aos porta-chaves, pins, artigos alusivos aos bombeiros e, desde há dois anos, são os pacotes de açúcar. E ainda tenho um móvel com mais de 700 copos, mais de 30 chávenas da Delta. E outro com mais de 700 viaturas de bombeiros. Tenho uma divisão de casa só para isso.Que verdades diria a algum político?Quando falo de políticos tenho algum respeito porque já fui cabeça de lista à Junta de Salvador, independente pela CDU. Tive gosto em trabalhar com Rui Barreiro quando se formou em Santarém o orçamento participativo. Mas não sou apologista de obediência cega aos partidos, sou contra as pessoas se inibirem de dar as suas ideias.
Rui Costa

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