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Crianças ainda se assustam, mas vida regressa à normalidade

Edição de 12.01.2011 | Sociedade
Um mês depois do tornado que atingiu os concelhos de Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã, as crianças do Jardim Escola João de Deus ainda se assustam com muita frequência. Situada na rota do tornado, com o recorte do Convento de Cristo ao fundo, a escola viu o telhado literalmente voar quando tinha 140 crianças no seu interior. Apenas uma ficou ferida mas outras há que, pelo susto, estão a ser acompanhadas.“Já não há nenhuma situação que achemos de maior descontrolo”, disse a directora pedagógica do Jardim Escola, Alzira Peralta Jorge, sublinhando, contudo, o “susto” ainda provocado por “pequenos barulhos” e os “receios” quando chove um pouco mais.Enquanto decorrem as obras no edifício – Alzira Peralta prefere não arriscar uma data para a sua conclusão -, as crianças acomodam-se na outra escola da instituição, também em Tomar, à qual foram acrescentados três contentores.Das cerca de 400 casas do concelho afectadas nesse dia 7 de Dezembro, poucas estão por telhar, nuns casos por não haver ainda acordo com as seguradoras, noutros por não se encontrar telha do mesmo modelo e noutros ainda por ser necessária uma intervenção maior na estrutura de suporte dos telhados, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Tomar.Fernando Corvêlo de Sousa disse acreditar que no máximo dentro de um mês tudo estará recuperado, esperando até lá concluir igualmente a tarefa de remover todos os destroços e entulhos que se espalharam por vários locais.Aos serviços de Acção Social da autarquia continuam a chegar pedidos, já não para cobertura das casas, mas de roupas, electrodomésticos, mobiliário, frisou a vereadora do pelouro, Rosário Simões. Corvêlo de Sousa prefere só avançar com um valor dos danos no seu concelho quando os dados forem “finais”.Já o autarca de Ferreira do Zêzere tem as contas feitas. Jacinto Lopes disse que os danos em infraestruturas do município de Ferreira do Zêzere são um pouco superiores a 200.000 euros, tendo já lançado sete concursos, decorrendo outros arranjos por ajuste directo.Os estragos nas 309 casas afectadas foram contabilizados em 1,8 milhões de euros, disse, sublinhando que 80 por cento das casas já estão 100 por cento habitáveis, faltando apenas pequenos arranjos e a recuperação, que se fará com o tempo, dos bens danificados.

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