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Instituto de Apoio à Comunidade vai gerir piscinas do Forte nos próximos cinco anos

Acordo de parceria foi aprovado na última reunião pública do executivo municipal

As piscinas municipais do Forte da Casa, concelho de Vila Franca de Xira, vão ser geridas nos próximos cinco anos pelo Instituto de Apoio à Comunidade, que é gerido pelo presidente da Junta de Freguesia do Forte, António José Inácio. Vereadores da CDU falam em “acordo de bastidores”.

Edição de 12.01.2011 | Sociedade
O Instituto de Apoio à Comunidade (IAC) do Forte da Casa, concelho de Vila Franca de Xira, vai ficar responsável pela gestão do complexo das piscinas municipais nos próximos cinco anos. O acordo de parceria entre a câmara municipal e o IAC foi aprovado na última reunião pública do executivo com os votos favoráveis da maioria socialista, da coligação Novo Rumo e os votos contra da CDU.Os comunistas e a coligação, recorde-se, estiveram contra a ideia apresentada antes das eleições pela maioria socialista de entregar a gestão das piscinas municipais à Junta de Freguesia do Forte da Casa, presidida por António José Inácio, aquando da sua inauguração a 7 de Novembro de 2009. Este ano, por sugestão do vereador Fernando Paulo (PS) foi aberta uma consulta para determinar que instituições estariam em condições de explorar as piscinas, que custaram aos cofres do município dois milhões e meio de euros. O vencedor acabaria por ser o Instituto de Apoio à Comunidade, que também é gerido por António José Inácio.“Não entendemos os critérios para entrega deste equipamento a uma instituição que não tem como objecto o desporto, nem tem qualquer experiência na área desportiva. O alegado concurso não justifica a entrega pois este concurso foi comunicado com um prazo de execução das propostas até 10 dias. Como é lógico só poderia concorrer quem já tivesse uma proposta previamente preparada pois nenhuma entidade deliberava e preparava uma proposta em 10 dias para apresentar à câmara municipal”, criticaram os vereadores da CDU, antes de votar contra. Os comunistas mostraram-se contra a ideia de que o equipamento seja explorado “com preços diferentes daqueles que foram aprovados nas taxas municipais” e consideraram todo o episódio como um “acordo de bastidores”.O vereador Fernando Paulo desvalorizou as críticas, apontando este modelo de gestão como o futuro destes equipamentos desportivos. “Estas instituições, por estarem mais próximas da população e da freguesia, compreendem melhor o que deve ser feito para rentabilizar aquele equipamento”, frisou.Para gerir as piscinas o IAC vai receber um apoio mensal da Câmara Municipal no valor de 789 euros. Apesar de ser um equipamento moderno e que se destinava, aquando da inauguração, a servir os quase 15 mil habitantes da freguesia, as piscinas do Forte da Casa têm registado sempre níveis baixos de procura. No próprio dia da inauguração a presidente do município, Maria da Luz Rosinha, disse a O MIRANTE que a gestão das piscinas municipais é “altamente deficitária” e tem um custo social “elevadíssimo e que ronda as largas centenas de milhares de euros” para os cofres da câmara. O equipamento do Forte da Casa está situado na rua D. Maria I e as obras de construção dos dois tanques principais de natação, balneários e bancadas incluíram também os arranjos exteriores do espaço e o equipamento das piscinas.

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