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Epicurista Serafim das Neves

Edição de 26.01.2011 | E-mails do outro mundo
Chegam-me notícias de um protesto de moradores da rua Fernando Pessoa em Alverca contra o facto de as árvores que há por ali serem maiores que os prédios. Deus dá nozes a quem não tem dentes, é o primeiro comentário que me ocorre. Uns procuram uma casa na floresta para estar em comunhão com a natureza. Outros a quem a natureza procura para lhes propiciar esse contacto pedem o abate de árvores. Quanto é que tu não davas para viver rodeado de arvoredo em vez de estares cercado por carros e poluição? Para saíres da cama, abrires a janela e voares de encontro à primeira liana e baloiçando-te de árvore em árvore, chegares ao emprego, em cuecas, ululando como um Tarzan?Aqui há tempos os moradores da Fernando Pessoa reclamavam a plantação de árvores para não verem a A1 nem ouvirem o barulho dos carros. Agora querem que a moto-serra da Junta de Freguesia mande as árvores abaixo. O homem é um eterno insatisfeito, dirão alguns filósofos. Eu por mim acho que a mulher é bem pior. Seja como for quero alertar os reivindicadores para o destino a dar aos cadáveres das árvores. Eu se fosse a eles optava pela incineração. E oferecia a minha lareira para a execução do serviço. Nem que demorasse todo o Inverno a dar conta do recado!!! Sobre as hortas ecológicas devo dizer-te que acho uma esplêndida ideia, não só em Almeirim mas em todos os concelhos do país. Estrume ecológico não falta. É às carradas. Basta ler os relatórios do Tribunais de Contas e os jornais, para constatar o aumento de produção. Abençoado país. Abençoados políticos que tão incompreendidos são. Mesmo sem as hortas tínhamos nabos a rodos. Agora com as hortas vai haver hortaliça para dar e vender. O presidente da câmara de Constância fala da formação de milícias populares. Será para montar guarda às hortas? Não creio. A juventude deste país não é muito dada ao consumo de vegetais. Uma liambazita ainda vá que não vá. Agora cebolas, abóboras, couves e ervilhas mandam-mas comer a mim.Do que gostei mais nestas últimas eleições foi do simplex. Aquela coisa de estar tudo no chispe do Cartão do Cidadão foi de mestre. Eu ainda fui à Internet para tentar descobrir o meu número de eleitor mas não consegui ver nada. Nem sequer a mulher do padeiro…essa mesmo! A da regueifa, claro está! A culpa é dos eleitores. Quem nos manda ir ao mesmo tempo ver o local onde devemos votar? Falta-nos sempre organização. Se fizéssemos uma escala já o site dos votos não ia abaixo. Uns entravam às nove horas, por exemplo. Outros às nove e meia. Esperávamos que uns saíssem para entrarem os outros. Mas não. É sempre à fussanguice. Tudo ao molho e fé em Deus!Já na passagem do ano é a mesma coisa com os telemóveis. Desata toda a gente a ligar ao mesmo tempo e blofff!!!. Assim não há redes que resistam. Os serviços foram feitos para usar com um número de clientes razoável. Cinquenta de cada vez, por exemplo. Saúdo, a terminar, a evolução registada no Serviço Nacional de Saúde. Até agora as extensões de saúde fechavam por falta de médicos. Agora vão começar a fechar porque o governo não deixa contratar enfermeiros. Chama-se a isto valorizar as classes profissionais. Os enfermeiros também merecem este protagonismo. Saudações terapêuticasManuel Serra d’Aire

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