uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Associação da Vila da Marmeleira quer recuperar a velha praça de toiros

Edição de 26.01.2011 | Sociedade
Um grupo de habitantes da Vila da Marmeleira, concelho de Rio Maior, com forte ligação à terra constituiu uma associação que tem como objectivo principal recuperar a antiga praça de toiros da vila cuja construção remonta ao final do século XIX. O NUPAE – Núcleo Património de Emoções foi constituído oficialmente em 10 de Novembro de 2009 para se poder dar o passo seguinte: a compra do terreno onde está implantado o que resta da praça – boa parte do muro exterior, partes visíveis da entrada do público, bilheteiras e dos curros, assim como a delimitação da arena na terra.Um passo que está a ser concretizado. Alguns dos elementos dos corpos sociais do NUPAE são fiadores da compra do terreno no valor de 50 mil euros, que inclui as ruínas da praça, e edifícios anexos, um celeiro e uma antiga adega. Em breve será assinada a escritura do terreno.Sem objectivo de ali voltar a realizar corridas de touros, o NUPAE pensa em vocacionar o espaço para eventos culturais e recreativos. “Queremos criar um espaço polivalente, que possa ser utilizado por várias instituições do concelho, criando um anfiteatro ao ar livre que possa receber grupos musicais, música clássica, teatro de rua, receber grupos de empresas. Há várias ideias a explorar”, conta o presidente da direcção do NUPAE, Luís Abreu. Os membros do NUPAE já gastaram alguns milhares de euros, angariados em acções pontuais realizadas na praça. É o caso de convívios à mesa, de um treino de forcados e da presença de alguns jovens cavaleiros. A primeira fonte de receita chegou através da apresentação de um livro de Rui Marcelino, presidente da assembleia-geral do NUPAE, em Julho de 2010. “A nossa preocupação foi fazer conservação. Primeiro desmatámos o espaço de silvas e árvores que estavam à altura dos muros. Tapámos rachas e buracos no muro para se aguentar na invernia. São muros robustos que estão há vários anos sem qualquer tipo de conservação. Seguramente precisaremos de dezenas de milhares de euros mas já instalámos luz e água”, conta Rui Marcelino.

Mais Notícias

    A carregar...