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Empresas da Região apostam na Ynvisible

Spin-out da YDreams com participação da NERSANT e dum conjunto de PME da Região de Santarém cotada na Bolsa de Frankfurt a partir de 9 de Fevereiro
A Ynvisible, criada em Janeiro de 2010 enquanto spin-out da YDreams, uma das maiores empresas tecnológicas nacionais, e apostada no desenvolvimento de novas tecnologias de printed electronics (electrónica impressa), verá as suas acções cotadas no First Quotation Board (Open Market) da Bolsa de Valores de Frankfurt já a partir do dia 9 de Fevereiro. A YDreams é o accionista maioritário da Ynvisible seguida pelos grupos SEMAPA e CUF e por um grupo de investidores da Região de Santarém, liderados pela NERSANT, que constituem o quarto maior accionista da empresa com 1,41% do Capital. Após a entrada na Bolsa de Valores de Frankfurt, a Ynvisible será apoiada pelo biw Bank für Investments und Wertpapiere e Silvia Quandt & CIE AG.As primeiras fases do desenvolvimento da tecnologia Ynvisible remontam a 2005 ano em que a YDreams se juntou a equipas de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL) no sentido de desenvolver ecrãs electrocrómicos em diferentes superfícies. Esta parceria dura até hoje designadamente com o Grupo de Fotoquímica e Química Supramolecular da FCT-UNL, liderado pelo Prof. Fernando Pina.A YD Ynvisible, S.A., cuja sede se encontra no ValleyPark, Parque de Negócios do Cartaxo, foi criada oficialmente em Janeiro de 2010 e estará cotada na Bolsa de Valores de Frankfurt a partir de 9 de Fevereiro, na sequência de uma operação de angariação de investimento a nível nacional e estrangeiro. A ambição da empresa é tornar-se uma referência mundial no desenvolvimento de ecrãs electrocrómicos impressos em qualquer superfície ou objecto, incluindo papel, plástico, vidro, cerâmica, madeira e derivados, e cortiça. O objectivo da Ynvisible passa pela produção em massa de novos ecrãs electrocrómicos flexíveis, impressos, com baixo consumo de energia, de visualização baseada em contraste, e de baixo custo.A tecnologia Ynvisible irá acrescentar valor diferenciador a vários mercados já existentes a um custo baixo. Os primeiros produtos com tecnologia Ynvisible, em materiais plásticos transparentes, encontram-se já em fase avançada de desenvolvimento e deverão ser lançados em 2011. Estes poderão incluir publicidade interactiva em revistas, embalagens, e mostradores em ponto de venda, entre outros. A empresa espera no futuro vir a desenvolver ecrãs para outras superfícies, que estarão na origem de produtos como tapetes mágicos feitos de cortiça, com efeitos visuais despoletados por movimento, peças de mobiliário que permitem visualizar calendários ou jogos, e livros ou revistas com animações dinâmicas no seu interior.“Para além do extenso número de possíveis aplicações da tecnologia Ynvisible, prevê-se que o mercado de printed electronics, no qual a Ynvisible pretende ser um importante player, cresça significativamente durante os próximos anos”, explica Inês Henriques, CEO da Ynvisible. “De acordo com previsões da Frost & Sullivan, a dimensão do mercado de printed electronics deverá crescer de cerca de 50 mil milhões de euros em 2015 para 290 mil milhões em 2025.”Em 2008, a YDreams atraiu parceiros científico-tecnológicos e industriais para criar um consórcio de investigação apostado em desenvolver novas funcionalidades assentes na interactividade, em materiais como papel, cortiça, cimento e laminados. A associação resultante, designada de Invisible Network, inclui nomes de referência do sector industrial (como o Grupo Portucel Soporcel, a Sonae Indústria, a Corticeira Amorim, a BA Vidro e a Secil), companhias de tecnologia de ponta (como a Innovano e a Plux), e centros de investigação (como o Grupo de Fotoquímica e Química Supramolecular da FCT-UNL, o Grupo 3Bs, da Universidade do Minho, e o CENTI). A Ynvisible desempenha um papel crítico nesta rede ao liderar os esforços de investigação levados a cabo para desenvolver novas tecnologias.

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