uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante

Adega Cooperativa da Chamusca vai à praça por quase dois milhões de euros

Venda dos imóveis visa satisfazer o pagamento de dívidas

A Adega Cooperativa da Chamusca encerrou no Verão de 2007 e desde essa altura que se tenta arranjar uma solução para as instalações que não tem sido fácil pelo facto destas estarem em zona classificada como inundável.

As instalações da Adega Cooperativa da Chamusca, que deixou de laborar no Verão de 2007, vão ser vendidas em leilão para satisfazer as dívidas de um antigo trabalhador e de outros credores, como a Caixa Agrícola da Chamusca e a Caixa Geral de Depósitos, que já têm uma hipoteca sobre o imóvel. Os edifícios na entrada sul da vila vão à praça pelo valor base de 1 milhão 740 mil euros. Esta é a segunda tentativa para vender o espaço, depois de uma primeira venda judicial no final do ano de 2009 ter sido impugnada por o valor base ser muito baixo.A venda judicial das instalações pretende em primeiro lugar satisfazer o pagamento de uma dívida de 21.174 euros reclamada pelo encarregado da adega cooperativa, João Pedro Carapinha, na sequência de um processo no Tribunal do Trabalho de Abrantes. O montante que resta serve para pagar aos restantes credores que reclamaram dívidas, sendo que em situação preferencial logo a seguir ao funcionário aparecem a Caixa Agrícola e depois a Caixa Geral de Depósitos. Foi designado o dia 29 de Março às 15h00, no Tribunal da Golegã, para a abertura das propostas que devem ser feitas através de carta fechada e entregues até àquela hora na secretaria do tribunal. Segundo o anúncio da agente de execução Sónia Loureiro, com escritório no Entroncamento, a quem foi entregue o processo e que na qualidade de fiel depositário tem a responsabilidade de mostrar as instalações aos interessados, as propostas devem ser no mínimo iguais ou superiores a 70 por cento do valor base da venda. O presidente da administração da Caixa Agrícola da Chamusca, Vasco Cid, contactado por O MIRANTE, diz que a instituição “está a avaliar o processo de venda” e que “está expectante” em relação às propostas que possam aparecer para a aquisição das instalações. Já no início de 2009 O MIRANTE relatava que a venda das instalações não era fácil e o presidente da câmara municipal, Sérgio Carrinho (CDU), exemplificava que até essa altura tinham aparecido alguns interessados, que acabaram por desistir do negócio. A própria autarquia chegou a ponderar adquirir o edifício para instalar serviços camarários mas a falta de dinheiro fê-la desistir.Um dos principais óbices à compra está no facto da adega estar instalada numa zona classificada como inundável e de o Plano Director Municipal (PDM) não permitir a construção nem a utilização do espaço para outros fins como o da habitação. Em Abril de 2009 O MIRANTE dava também a conhecer uma dívida a um associado, José António Carapinha, no valor de 60 mil euros, respeitante ao valor das uvas que colocou na adega nas campanhas de 2004 a 2006. Alguns equipamentos da adega foram vendidos, mas este agricultor desconhecia onde foi parar o dinheiro. Os problemas da adega, que até agora não foi alvo de nenhum processo de falência, mantendo-se activa enquanto instituição, já se faziam sentir muito antes do seu encerramento. Numa reportagem de O MIRANTE, em Abril de 2005, dá-se conta do descontentamento de alguns sócios em relação ao rumo da cooperativa. Na altura a quebra nas vendas de vinho andava na ordem dos 32 por cento.

Mais Notícias

    A carregar...