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Desenfreado Manuel Serra d’Aire

Edição de 13.04.2011 | E-mails do outro mundo
Abriu mais uma época de caça aos lugares da Assembleia da República e espero que desta vez alguém se lembre de nós. É uma questão de justiça meu caro, já que somos tão bons ou melhores do que a maior parte dos que por lá têm andado. O que, aliás, não é difícil, diga-se de passagem. Se me pagarem os 3 ou 4 mil euros por mês juro que fico sossegado lá na última fila, caladinho que nem um rato, a navegar na Internet, a ler os jornais ou a coçar a micose, batendo palmas e gritando uns “muito bem” aos da minha bancada e apupando os adversários como um membro dos Super Dragões. Acho que é altura de reconhecerem o nosso valor e de nos darem uma oportunidade. Afinal de contas também somos filhos de Deus, embora nunca tenhamos andado pelas juventudes partidárias nem a lamber as botas aos maiorais dos partidos. Mas, porra!, se o nosso amigo, o exmo. sr. engenheiro Rui Barreiro, chegou a secretário de Estado qualquer um tem direito a sonhar. Como a autarca de Almeirim Manuela Cunha que volta a ser a cabeça de lista da CDU em Bragança nas próximas legislativas, embora tenha tantas probabilidades de ser eleita como o Sporting em ser campeão. É uma decisão estranha esta, tendo em conta que a ex-vereadora da Câmara de Almeirim e dirigente do Partido “Os Verdes” não é propriamente uma transmontana de gema, pelo menos pelo que se depreende do seu currículo político. Mas uma coisa é certa, pelo menos durante uns bons dias o presidente da Câmara de Almeirim livra-se da estridente política ecologista, que já deve andar a afinar o sotaque nortenho para melhorar a campanha. A Polícia Judiciária descobriu um verdadeiro arsenal de guerra no sótão de uma capela de uma aldeia na zona de Ourém e ninguém sabe a proveniência da estranha aparição, o que aliás já é um clássico por aquelas bandas tão dadas a milagres. Não sei se a capelinha da Sandoeira se vai tornar local de culto por parte de fiéis mais belicistas, mas uma certeza se extrai deste caso: ainda há marginais crentes em Deus e que confiam no Senhor para guardar os seus pertences. Embora nem sempre com bons resultados, como se viu neste caso. Quem também não obteve grandes resultados foi o Bloco de Esquerda de Tomar que não conseguiu ver condenado em tribunal o cantoneiro da Câmara de Tomar que andou a remover propaganda do partido dos pára-brisas dos automóveis estacionados numa rua da cidade. Um acto abusivo, segundo a cartilha trotskista, que devia ser severamente punido. Até porque, pelos vistos, o Bloco tem direitos especiais sobre os pára-brisas dos automóveis dos outros, coisa que o pobre cantoneiro não sabia e eu, confesso, também não.Por último, um remoque de inveja pura destinado à empregada da presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, que ganha mais que a patroa, segundo esta. Cara Maria da Luz Rosinha, caso pense mandar a sua empregada embora, tem aqui um serviçal à disposição por metade do preço. Quem é amigo, quem é?Saudações proletárias do Serafim das Neves

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