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Francisco Godinho Ribeiro é um homem dos sete ofícios ligado à fiscalidade, finanças e contabilidade

O trabalho para o qual é mais solicitado actualmente é os processos de insolvência dada a crise financeira em que Portugal se encontra.

Edição de 13.04.2011 | Identidade Profissional
Sempre que lhe perguntam qual a sua profissão, Francisco Godinho Ribeiro confessa ter dificuldade em responder. Consultor financeiro, director financeiro, gestor, contabilista, economista e, nos tempos livres, dirigente associativo. Actualmente a actividade onde investe mais tempo, devido ao elevado número de clientes, é no apoio fiscal e contabilístico à insolvência de empresas. “Costumo dizer que à segunda-feira de manhã sou economista, à tarde sou técnico oficial de contas e no dia seguinte já sou director financeiro”, diz em jeito de brincadeira.Depois de desempenhar funções como director administrativo e financeiro e técnico oficial de contas num grande grupo, decidiu trabalhar por conta própria quando a empresa fechou portas. A insolvência da empresa em que trabalhava acabou por ser uma oportunidade de negócio uma vez que foi convidado pela administradora judicial para lhe prestar assessoria na área da fiscalidade e contabilidade. Francisco Godinho Ribeiro não hesitou e aceitou o cargo, que continua a desempenhar.O trabalho para o qual é mais solicitado actualmente relaciona-se com os processos de insolvência dada a crise financeira em que Portugal se encontra. O empresário considera que o país andou a viver acima das possibilidades nos últimos anos e que agora isso está a reflectir-se na sua economia. “Parte da culpa do estado em que o país se encontra é da banca que financiava todo o tipo de créditos. Onde já se viu autorizar um crédito para fazer umas férias. Os portugueses andaram a viver acima das possibilidades e agora estamos numa situação em que as insolvências de empresas se sucedem a um ritmo alucinante. Infelizmente, este é um tipo de actividade em expansão por essas razões”, afirma.Francisco Godinho Ribeiro conta que desde que iniciou esta actividade, em Janeiro de 2011, já acompanhou cerca de meia centena de insolvências de empresas. A sua função é acompanhar o insolvente tentando que este seja penalizado o menos possível. O consultor financeiro considera que ter-se estabelecido por conta própria foi o passo mais acertado. “Trabalhei durante vários anos num grande grupo, tinha expectativas e ambições naturais de quem quer crescer na profissão. Dei tudo de mim à empresa sacrificando, muitas vezes, a vida familiar. Quando a empresa faliu senti uma enorme frustração e achei melhor não repetir o mesmo erro, por isso optei por trabalhar por conta própria”, explica a O MIRANTE.Licenciado em Gestão de Empresas, Francisco Godinho Ribeiro diz que é o próprio quem faz a gestão do seu dia-a-dia de trabalho dividindo-se entre Santarém e Lisboa, onde vai duas a três vezes por semana. Considera-se um privilegiado por poder levar e buscar os filhos à escola. “Quando trabalhava por conta de outrem não podia fazê-lo. Agora tenho mais qualidade de vida e consigo estar mais tempo com a minha família”, refere. A maioria dos seus clientes de consultadoria financeira, gestão e contabilidade são micro e pequenas empresas da região de Santarém. O empresário garante que este é um tipo de trabalho que exige muita dedicação e concentração e onde não podem existir falhas.Para provar que é um verdadeiro homem dos sete ofícios, Francisco Godinho Ribeiro ainda é dirigente associativo da Soccer Scalabis. Uma associação desportiva que promove a prática desportiva através de uma escola de futebol. A funcionar há cerca de três anos a Soccer Scalabis aposta na formação desportiva de cerca de quatro dezenas de jovens dos cinco aos 12 anos de idade. Sportinguista confesso, Francisco Godinho Ribeiro não esquece a tarde que os seus jovens jogadores desfrutaram quando assistiram a um treino da equipa leonina na Academia do Sporting, em Alcochete. O dirigente desportivo desloca-se todos os dias ao pavilhão desportivo construído num espaçoso armazém e com todas as condições para a prática desportiva na zona industrial de Santarém. Os filhos também já praticam futebol na Soccer Scalabis.
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