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Uma justiça de navalhadas

Edição de 13.04.2011 | Opinião
Três jornalistas de O MIRANTE foram acusados em tribunal por gozarem com os suspensórios coloridos das calças de Rui Barreiro na altura em que ele era presidente da câmara de Santarém. A acusação obrigou-nos a termo de identidade e residência. Todos os processos que Rui Barreiro moveu contra O MIRANTE e os seus jornalistas e administração não tiveram acolhimento nem fizeram mossa mas foram resolvidos de forma célere pelos tribunais.Atente-se no que aconteceu esta semana em Rio Maior para percebermos em que país vivemos e quem é esta gente que nos governa o país e a justiça. O Comandante da GNR de Rio Maior foi esfaqueado por um cidadão de nacionalidade estrangeira. O homem foi capturado a seguir ao acto criminoso e depois de presente a tribunal foi mandado para casa exactamente como os jornalistas de O MIRANTE acusados de gozarem com os suspensórios coloridos das calças de Rui Barreiro; termo de identidade e residência. Este caso ilustra bem a falta de organização e de prestígio que assola a magistratura portuguesa. Os jornalistas são perseguidos por dá cá aquela palha. Os criminosos que andam por aí a saquear lojas e os indivíduos que esfaqueiam polícias são mandados para casa depois de capturados, e de os polícias que os perseguiram terem posto a vida em risco em defesa dos cidadãos, muito mais desprotegidos do que eles, que até podem usar uma arma à cintura.Não é provável, e oxalá que nunca aconteça, o juiz presidente do tribunal de Rio Maior apanhar um criminoso pela frente com uma faca na mão. Era engraçado vê-lo sentado no seu próprio Tribunal a ouvir um colega Juiz a mandar para casa, com termo de identidade e residência, o suposto agressor que de faca na mão resolvesse tentar pôr-lhe as tripas à mostra.Almeirim tem um tribunal que não funciona. Ou funciona mas à velocidade dos anos da pedra lascada. Não se percebe este país e a forma tacanha de gerir a Justiça. Os cidadãos que têm o azar de terem os seus processos no tribunal de Almeirim podem considerar-se descriminados. Há situações escandalosas de falta de respeito pelo trabalho dos advogados e pela situação dos cidadãos que recorrem à justiça para resolverem problemas que os colocam entre o tudo ou o nada. E o que faz este Governo com a complacência dos senhores do sistema judicial? Assobiam para o lado quando não é o caso de aproveitarem para nos cuspirem em cima. O que se passa no tribunal de Almeirim é demasiado grave para um país que se diz da Europa democrática. JAE

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