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CACER de Almeirim vai ser vendida para fazer face a dívidas de mais de um milhão de euros

Cooperativa estava envolvida no processo de recuperação do tradicional melão de Almeirim que agora fica comprometido

Os sócios da CACER decidiram em assembleia-geral que a Cooperativa Agrícola do Centro Ribatejano não tem condições para continuar a laborar com o passivo actual.

A CACER - Cooperativa Agrícola do Centro Ribatejano, com sede em Almeirim, vai ser vendida por já não ser possível aguentar o passivo que foi acumulando ao longo dos últimos anos. Neste momento as dívidas ultrapassam um milhão de euros, algumas das quais são à banca. A cooperativa dirigida por Carlos Galão esteve envolvida na recuperação do tradicional melão de Almeirim, num projecto promovido pela Câmara de Almeirim, mas isso não foi suficiente para a manter em actividade. Os sócios já aprovaram a venda em assembleia-geral. O presidente da Câmara de Almeirim conhece a situação e diz que a CACER há algum tempo que está em dificuldades e que ele próprio chegou a fazer algumas diligências junto do Governo para que houvesse uma intervenção para salvar a cooperativa, o que não aconteceu. Sousa Gomes (PS) reconhece que com o fecho da cooperativa o projecto do relançamento no mercado do tradicional melão de Almeirim, que esteve anos sem se produzir, está comprometido. No entanto, revela, a autarquia está disponível para ajudar individualmente os produtores que queiram apostar neste produto. Sousa Gomes realça que o estado a que chegou a cooperativa é preocupante porque esta podia ser um bom canal de escoamento das frutas que se produzem no concelho. O autarca ressalva que essas preocupações são extensíveis ao “espírito dos cooperantes” explicando que “as pessoas de Almeirim têm muito pouco espírito cooperativo”. A CACER é uma das mais antigas cooperativas do concelho que ainda se mantinha, apesar de a actividade ter vindo a diminuir drasticamente. Sousa Gomes salienta que sente que há “uma certa indisciplina dos cooperantes” porque, segundo sabe, “alguns vendem os produtos melhores e o que não conseguem escoar metem na cooperativa”. Neste momento a cooperativa tem cerca de 300 sócios e sete funcionários que irão para o desemprego. O presidente da direcção, Carlos Galão, garantiu a O MIRANTE que não há ordenados em atraso e confirmou que a cooperativa “está a laborar pouco” e que há um desinteresse dos sócios, revelando que às assembleias costumam ir uma dúzia de associados. Há alguns interessados na compra das instalações na zona industrial da cidade, ao lado da adega cooperativa. Um desses interessados é um empresário de Leiria da área de viveiros de plantas. O objectivo da venda das instalações é pagar as dívidas existentes.

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